Novembro, Dezembro, só depois Janeiro.
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Voltar aqui a este lugar recatado, um pouco por acaso para alguns, agora que cai a folha nos países em que é outono, lugares largos de terreno com árvores de folha caduca e arbustos que no inverno se acomodam a par da quietude fria e de noite bem gelada até que nova madrugada faça despertar, um tanto mas não muito, que a primavera demora mais.
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Hoje foi dia de aconchego, dirão os que viajaram pelos santos e fiéis, quis apenas o símbolo destacar, talvez pela dificuldade em, de outro modo, estabelecer limite, não sei, somos conduzidos e bem. Agora, pela tarde, fidelíssima, todos os outros seguiram, sendo que alguns voltam. Coisas que podem acontecer em qualquer casa e enquanto for assim a chamada crise tem contornos e é superável incessantemente.
Houve gente que viveu bem toda a vida e outra houve que soube o que isso era mas apenas numa parte do tempo que lhe foi dado viver na terra. Desde que se tenha assimilado o principal valeu a pena, vale a pena continuar a pensar que valeu a pena.
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Quando a natureza é bruta como aconteceu ontem no Algarve ficamos com a ideia dos limites das palavras.
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Há sábios falando, nos últimos dias, a par de umas escassas dezenas de pessoas atentas com poder de intervenção efectivo. Lamento porém que alguns deles ainda gostem de se ouvir não disfarçando vaidade intelectual aceitável mas dispensável.
Ler, observar com discrição é um bom passatempo para empregados e desempregados já que deixa qualquer coisa que alimenta não apenas o espírito mas também, cada vez me convenço mais disso, o corpo, não esquece tão depressa como o culto da imagem que nos é atirada para que saibamos como é. Aprender a escrever, escrevendo, também ajuda a fixar. E até contar, contando, conta. É como andar a pé de modo saudável lá onde tudo de certo modo permanece para quem ache que assim é, de certo modo nascendo, a cada momento, a que cada um e sem pressas de molde a que se possa chamar lúcida e serenamente individual ao que assim deve ser considerado como súmula, isto é, a par de outros e por igual medida mas diferenciando-se incessantemente sem porventura o querer ou pensar, eis o mistério que tudo rodeia por certo desde o princípio do mundo como o somos capazes de imaginar particularmente os que em ambiente de aldeia vimos, por assim dizer, a primeira luz.
Carlos Sambade
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