Festa da Cereja 08 a 10 de Junho de 2012 - Alfândega da Fé - Nordeste Transmontano
IC - 5 Ligação
O IC5 abriu dia 2 de Maio de 2012 em toda a sua extensão. Passa a ser possível viajar entre o IP4, no Alto do Pópulo, e Duas Igrejas, em Miranda do Douro. O IC5, com 131 quilómetros de extensão, é uma das vias da concessão Douro Interior, a cargo da Ascendi, e serve diretamente os concelhos de Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfandega da Fé, Mogadouro e Miranda do Douro, numa via com melhores condições de segurança, que encurta consideravelmente o tempo do percurso. Neste Itinerário Complementar inclui-se o viaduto sobre o rio Tua que tem um comprimento total de 500 metros entre eixos de apoio extremos. O vão central de 220 metros é o segundo maior executado em Portugal (12.º no mundo) através de avanços sucessivos e sem recurso a tirantes. A outra via da concessão Douro Interior é o IP2, que ficou concluído em 2011. Faz a ligação por autoestrada entre Celorico da Beira e Trancoso, prolongando-se em via rápida até encontrar a Autoestrada Transmontana, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Excetua-se o troço entre a Junqueira, em Torre de Moncorvo, e o Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa. São 17 quilómetros de IP2 que ficaram por construir devido a impeditivos de ordem diversa, embora com razões ambientais à cabeça. A falta deste troço, que implica a construção de novas pontes sobre os rios Sabor e Douro, vai obrigar o tráfego que circula entre os distritos de Bragança e Guarda a percorrer a estrada nacional n.º 102, a atravessar o rio Sabor sobre a velha ponte da Portela e o rio Douro pela barragem do Pocinho.
Read more...
EDP 7ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro
Ponte sobre a Ribeira do Mosteiro (ou de Mós)
Antigamente os poiareses que precisassem de apanhar o combóio da Linha do Douro na Estação de Barca d'Alva, faziam o percurso Poiares-Barca, a pé ou a cavalo, usando o caminho da fonte do "Val do Vrila", atravessando, depois, a ribeira do Mosteiro (ou de Mós) nesta ponte.
Read more...
Convite - Apresentação Livro - Quadros da Transmontaniedade - Carviçais - 07 de Abril 2012 - 17:00h
Visitas rápidas por obrigação mas a contra-gosto...
... Foi o que ontem aconteceu com muitos, em Mós, de onde se saiu pelo anoitecer (para uns mais que para outros). Com efeito, fora mais um natural da aldeia que partira para o «Repouso Eterno».Tendo-se sentido, há menos de um mês, mal, no interior do Clube, acabou por não resistir.Refimo-me ao Cassiano Vinhais (que também era Abílio), irmão de António Augusto, Américo e Isidro (este já falecido também). Construtor de casas, que foi, em França (encontrei-o lá, a escassos quilómetros do centro da capital francesa, em 1970, durante um dia ou dois, na companhia de irmãos e outros seus familiares, na minha única ida a Paris; aí comi, bebi, dormi, fui a um Café francês, à noite, uma noite bem diferente desta de ontem; não paguei nada e ainda me meteram no bolso uma nota, em francos; pensavam que estava desertado da tropa mas não era verdade).
Tempos que passam. Tempos que vão. Estava o Cassiano a melhorar, em Freixo, mas deu-lhe de novo complicação da área cardio-vascular e desta vez foi fatal. Tinha setenta e dois anos e era bem conhecido no concelho, até pela actividade que desempenhara.
Pelas margens da ribeira de Quintela esperava chegar a uma boa velhice mas o destino trocou-lhe de algum modo as voltas e vai agora na Barca para o Outro Mundo, já deve ter chegado ao sossego.
Bem encaminhado seja. PAZ tenha.
E paz tenhamos nós também.
O texto acima foi refeito, expurgado da frase tida por alguns por assassina, numa próxima visita ao blogue, em 4 de Março, por absoluta necessidade, em face dos comentários que atingem talvez a sombra do autor mas não o autor do texto, que está tranquilo pois não desfere setas nem de açúcar quanto mais de ácido de todo em todo inusitado.
Houve um mal entendido numa frase de que o seu autor se penitencia esperando, agora, se ainda for a tempo, a melhor compreensão dos que porventura se sintam atingidos no seu modo de ser e estar no mundo e na vida. Não havia necessidade deste mal estar todavia de dimensão restrita, mas foi assim, aconteceu, calhou, teclou-se ao correr da pena, deu-se um primeiro rebate mas houve gente que quis exprimir sentimento e desagrado. Seria todavia de admitir sempre que numa fase de luto também pessoal o coração do autor da frase nunca estaria disponível para combate despropositado. Nem agora nem nunca, como parece óbvio que deva ser nestas temáticas que nunca as palavras conseguem exprimir adequadamente. Há luto. Há silêncio, dentro do possível. Quis-se dar uma nota de dor, apenas isso.
O autor é o sócio nº 191 do antigo clube de há dezenas de anos e tem ainda o cartão e não é sócio deste novo clube por que ainda não veio ao caso mas não por nenhum motivo especial. Nada contra o clube nem contra quem o dinamiza se quis aqui atingir. Aliás seria de muito mau gosto fazê-lo numa altura destas, não lembraria nem ao diabo pensar tal. Ficamos entendidos?.
Carlos Sambade
N. B. O facto de não aludirmos a todos os que partem não se prende com menor consideração, evidentemente, antes tem mais que ver com o efeito surpresa ou idade. Não significa mais respeito ou menos respeito que, nestes casos de morte é sempre igual e se traduz mais ou menos singelamente nos respeitados sete palmos de terra que tradicionalmente estão reservados a todos os que vivem ou viveram por bem.
Por mais consolo que haja, designadamente através da crença e do conforto manifestado por gente de boa fé, a tristeza e o consequente luto são destes momentos obreiros presentes que demoram o seu tempo a arredar.
A ideia e a imagem nem sempre se conjugam todavia há valentia no monte
A montaria, em Mós, a 12 de Fevereiro de 2012, domingo, deu uma dezena de peças abatidas durante a tarde e bons comeres de permeio para os inscritos (os mais de fora) e seus colaboradores activos. Diga-se o que se disser representa uma actividade, traduzida desde logo por meia centena de veículos aparcados a chamar a atenção de quem passa, como que anunciando que ali há coisa que valha. Vale.
Carlos Sambade
Inverno, Este
Faleceu em Lisboa e foi hoje a enterrar em Mós Amaral Macedo, filho do sr. Mário, sargento aposentado, e irmão do Arménio e do Jasmim. Não se imagina a dor dos pais, particularmente, pelo que sei (se é que algo podemos saber, nestas situações) e se assim for lícito referir, de sua mãe.
Trabalhou na TAP e na Casa Pia como técnico e professor da área de mecânica. Foi pela sua mão que conheci, de relance, aquela instituição de ensino, em 1996.
Encontrava-se, nos últimos anos, por temporadas alargadas, em Mós, descansando e viajando em redor da aldeia. E lá ia visitar os médicos a Lisboa. Nada de especial, já que todos, os naturais, percorremos andanças semelhantes. Não é, todavia, bem assim. O Amaral vinha dando sinais de preferir, cada vez mais, Trás-os-Montes a Lisboa. Daí que não admire que seja lá que repousem os seus restos mortais, a partir deste gélido inverno assim passa a ser. Para ele e para outros e outras. Ele era, do rol dos últimos meses, o mais novo e por isso surpreende mais a sua partida.
Acreditava em alguma coisa, por vezes até de modo bem simples. Pois bem, que toda essa crença se reúna, agora auxiliada pela boa vontade dos que o acompanharam também nesta hora de transe, é o que podemos por assim dizer esperar.
Poucos anos mais velho era do que eu.
PAZ à sua alma, mormente à dele, que habitava já, em parte, na «casa das almas», em Mós.
.
Carlos Sambade








































