... Foi o que ontem aconteceu com muitos, em Mós, de onde se saiu pelo anoitecer (para uns mais que para outros). Com efeito, fora mais um natural da aldeia que partira para o «Repouso Eterno».Tendo-se sentido, há menos de um mês, mal, no interior do Clube, acabou por não resistir.Refimo-me ao Cassiano Vinhais (que também era Abílio), irmão de António Augusto, Américo e Isidro (este já falecido também). Construtor de casas, que foi, em França (encontrei-o lá, a escassos quilómetros do centro da capital francesa, em 1970, durante um dia ou dois, na companhia de irmãos e outros seus familiares, na minha única ida a Paris; aí comi, bebi, dormi, fui a um Café francês, à noite, uma noite bem diferente desta de ontem; não paguei nada e ainda me meteram no bolso uma nota, em francos; pensavam que estava desertado da tropa mas não era verdade).
Tempos que passam. Tempos que vão. Estava o Cassiano a melhorar, em Freixo, mas deu-lhe de novo complicação da área cardio-vascular e desta vez foi fatal. Tinha setenta e dois anos e era bem conhecido no concelho, até pela actividade que desempenhara.
Pelas margens da ribeira de Quintela esperava chegar a uma boa velhice mas o destino trocou-lhe de algum modo as voltas e vai agora na Barca para o Outro Mundo, já deve ter chegado ao sossego.
Bem encaminhado seja. PAZ tenha.
E paz tenhamos nós também.
O texto acima foi refeito, expurgado da frase tida por alguns por assassina, numa próxima visita ao blogue, em 4 de Março, por absoluta necessidade, em face dos comentários que atingem talvez a sombra do autor mas não o autor do texto, que está tranquilo pois não desfere setas nem de açúcar quanto mais de ácido de todo em todo inusitado.
Houve um mal entendido numa frase de que o seu autor se penitencia esperando, agora, se ainda for a tempo, a melhor compreensão dos que porventura se sintam atingidos no seu modo de ser e estar no mundo e na vida. Não havia necessidade deste mal estar todavia de dimensão restrita, mas foi assim, aconteceu, calhou, teclou-se ao correr da pena, deu-se um primeiro rebate mas houve gente que quis exprimir sentimento e desagrado. Seria todavia de admitir sempre que numa fase de luto também pessoal o coração do autor da frase nunca estaria disponível para combate despropositado. Nem agora nem nunca, como parece óbvio que deva ser nestas temáticas que nunca as palavras conseguem exprimir adequadamente. Há luto. Há silêncio, dentro do possível. Quis-se dar uma nota de dor, apenas isso.
O autor é o sócio nº 191 do antigo clube de há dezenas de anos e tem ainda o cartão e não é sócio deste novo clube por que ainda não veio ao caso mas não por nenhum motivo especial. Nada contra o clube nem contra quem o dinamiza se quis aqui atingir. Aliás seria de muito mau gosto fazê-lo numa altura destas, não lembraria nem ao diabo pensar tal. Ficamos entendidos?.
Carlos Sambade
N. B. O facto de não aludirmos a todos os que partem não se prende com menor consideração, evidentemente, antes tem mais que ver com o efeito surpresa ou idade. Não significa mais respeito ou menos respeito que, nestes casos de morte é sempre igual e se traduz mais ou menos singelamente nos respeitados sete palmos de terra que tradicionalmente estão reservados a todos os que vivem ou viveram por bem.
Por mais consolo que haja, designadamente através da crença e do conforto manifestado por gente de boa fé, a tristeza e o consequente luto são destes momentos obreiros presentes que demoram o seu tempo a arredar.
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