Amendoeiras em Flor 2011 - Festividades Concelho de Torre de Moncorvo
Durante o mês de Fevereiro e Março de 2011 a vila de Torre de Moncorvo está em festa, comemora-se a chegada das Amendoeiras em Flor e de muitos visitantes para admirar as belíssimas paisagens.
Este ano as festividades desenrolam-se de 19 de Fevereiro a 6 de Março e do cartaz turístico preparado pelo Município destaca-se a XXV Feira de Artesanato, VIII Feira dos Produtos da Terra, A Exposição “Escultura em Ferro”, o Passeio TT – Amendoeiras em Flor e a animação musical.
No dia 19 de Fevereiro pelas 12h é inaugurada a XXV Feira de Artesanato de Torre de Moncorvo que vai decorrer até às 18h do dia 27 de Fevereiro, no Pavilhão Municipal. A VIII Feira dos Produtos da Terra e Stocks realiza-se de 3 a 5 de Março, também no Pavilhão Municipal.
Como forma de mostrar também o que de melhor se faz no concelho, a nível musical, este ano a organização apostou nos grupos da região para animarem as festividades: Banda Filarmónica de Carviçais, Duff, Bruno Cordeiro, David Caetano, Banda Filarmónica de Felgar, Myula e José Alberto.
Inserida na Rota Turística das Amendoeiras em Flor a vila Torre de Moncorvo é uma das localidades que mais importância dá a estas festividades, dando continuidade a uma já secular tradição da nossa região.
Timidez
Num tímido regresso, aproveito para pedir humildes desculpas pela minha ausência, forçada por motivos exteriores. Desse vácuo de tempo surgiram férteis decisões, como a de jamais tentar compreender a política regional, onde os verdadeiros interesses da plebe, vulgo povo, são constantemente relegados.
Adiante nos pensamentos, regresso, mas na condição de não voltar a servir de peão num sistema que me repugna, aliás a política por si só não me desperta interesse. Interessam-me sim os Moseiros, interessa-me a divulgação e promoção de Mós.
Sou como sou, eterno apaixonado pela aldeia que me viu crescer, aquele amor incondicional, eterno e imortal. Independente de partidos e politiquices, sentimentos estúpidos que apenas nos diminuem.
Espero que daqui em diante, os Moseiros se unam num objectivo comum, a união e fraternidade. Somos o que somos, Moseiros, nada mais, não somos de esquerda nem de direita, não envergamos cores nem ideais, mas sim o nominativo comum "MÓS".
Somos o que somos,
Moseiros.
31 de Dezembro de 2010
Logo à noite entra o Ano Novo de 2011. Toca a virar, pois, trajando de novo nem que seja no bom uso de nova navalha de Palaçoulo ou Opinel das antigas, para desbulhar um pau ou ajudar a lascar algum petisco que caia bem para largas horas de lume por perto.
Estamos na Europa, entra(nha)dos em 1986, recebendo rios de dinheiro de fundos de ajuda ao desenvolvimento parte dos quais visivelmente aplicados no bem comum e outras partes obnubiladas em por assim dizer seguros se não de vida pelo menos relativamente valiosos a favor de quem ousou e alcançou nos tempos de vacas gordas.
Um jornal de Lisboa dá champanhe já sem rolha com arame mas do bom, uma jornalista, também escrevendo de Lisboa num outro diário de lá, casca na geração de sessenta atribuindo a essa gente a chegar à aposentação as maiores culpas do estado a que o país chegou, sendo certo que ela quer apenas responsabilizar quem teve poder de mando e não todos. Não vai ao ponto de exigir julgamentos, talvez pensando que então também teria de incluir os opinion makers que as mais das vezes, vistas as coisas, não souberam prever absolutamente nada do que ia acontecer com as vacas gordas hoje impróprias não apenas para consumo mas até para estimação mumificada.
Enquanto o calendário não perdoa há quem vá para a cama, hoje, de outra maneira, ora com vontade de dormir e esquecer ora com vontade de levantar-se para de novo, sabe-se lá, sabe-se lá.
Postal de Natal
O que nesta Quadra sobressai é não tanto a boa vontade de construir mas antes o como que arrumar a casa que sempre transportamos as mais das vezes às costas e frequentemente sem disso querermos saber.
Começa a operação Natal nas estradas e a pena dos que vão ainda perder a vida até lá potencia-se, não tanto por não irem durar ao menos mais um ano, cumprir o passo a passo, mas por que – como sucedeu com um dirigente e comentador desportivo – já não integram a ceia do bacalhau cozido sem todos. Fica a muda memória dos ancestrais enquanto o quisermos.
Dando uma volta por aí, mesmo sem se sair de casa ou do quintal, facilmente salta aos olhos de ver, ouvir e contar que as crianças somos todos os que agarram a prenda mesmo sem a desejarem, isto é, fica a gente disponível para receber, numa primeira camada, completando-se o processo no dar sem ter de fazer muitas contas. Isso é que era bom, dirão alguns. Pois bem, seria, será. O tempo é de crise mas é precisamente aí que se pode afinar a capacidade de resistir, principalmente quem esteja mergulhado na azáfama sempre superficial das cidades em que cada um vale o que vale. Nas vilas já é um pouco diferente, ainda que em muitas delas se imite mais o citadino que se projecte o cidadão desde logo por uma questão de escala sempre aí presente e bambeando tartamuda.
É na aldeia que tudo se resume a memória hoje facilitada pelo concentrar progressivo de tempo sob as ombreiras e sobre os ombros deixando a marca de água que ainda faz de nós gente menos estranha do que outra qualquer.
No universo de matriz cristã comemoram-se com mais propriedade o dia e a noite olhando o crepitar à volta do presépio de reminiscências medievais, a não ser que venham os fluidos fabricados e devidamente adereçados em redor dos códigos de barras que pululam sem cessar e dão o índice de qualidade da civilização dos nossos dias e também um reverso de medalha que reluz sem necessariamente indiciar oiro na árvore de natal.
Bom Natal e Bom Ano Novo se desejará sempre a quem passe ou fique, não apenas por uma questão de educação mas por que nascemos neste meio e nele permanecemos mesmo sem nisso se pensar. Que pensar bem não é fácil, exige treino e disciplina mental como condições basilares, a par de um ir andando sem se saber muito bem o que o futuro nos reserva, evidentemente. É a nossa condição de humanos à face da Terra, olhando os Céus no alto, em baixo e dos lados.
Torre de Moncorvo - [Mais Perto]
O primeiro lanço do Itinerário Principal 2 (IP2) entre Celorico da Beira e Chafariz do Vento, Trancoso, num total de 29 quilómetros, abre ao trânsito na segunda-feira, dia 20, disse hoje (18) à Lusa o governador civil da Guarda.
Segundo o representante do Governo no distrito da Guarda, Santinho Pacheco, estava prevista a presença do primeiro-ministro José Sócrates, mas devido a um acidente com um trator agrícola, ocorrido ontem (18) em Cótimos, Trancoso, que vitimou duas mulheres, a cerimónia ficou sem efeito.
“Face ao lamentável acidente, de que resultaram duas vítimas mortais e cujos funerais deverão ocorrer precisamente nesse dia, por respeito com a comunidade municipal de Trancoso, nesta hora de luto, a cerimónia oficial de inauguração daquela via fica adiada para data a anunciar oportunamente”, indicou o responsável.
Santinho Pacheco disse que “o Governo decidiu manter a abertura da autoestrada para Trancoso mas a inauguração oficial será feita em data oportuna, com a presença do senhor primeiro-ministro ou do ministro das Obras Públicas”.
O troço do IP2, em perfil de autoestrada, entre a autoestrada A25 na zona de Celorico da Beira e o concelho de Trancoso é considerada uma via “extremamente importante para todo o Norte do distrito da Guarda, tal como o IP2 em todo o seu conjunto, referiu.
“É um momento muito importante para todo o Norte do distrito da Guarda” e “para a ligação da Guarda para o Norte, fazendo com que a Guarda se assuma cada vez mais como uma grande centralidade no centro interior de Portugal”, declarou o governador civil.
O lanço do IP2 entre Celorico da Beira e Trancoso está integrado na concessão rodoviária do Douro Interior, que representa um investimento global de 862 milhões de euros.
A obra também inclui a conceção, construção e exploração dos lanços do IP2 entre Trancoso e Valebenfeito (Bragança) e do IC (Itinerário Complementar) 5 entre Pópulo (IP4) e Miranda do Douro.
Paisagens maravilhosas...que o digam os BTTistas que lá estiveram em Agosto
Já algumas vezes havia comentado com familiares e amigos que tinha o sonho de efectuar um passeio de BTT nos Vales e Montes da maravilhosa paisagem de Mós. Nós os amantes do BTT temos uma coisa em comum, todos Amamos, Admiramos e Respeitamos a Natureza.
Pois bem, este ano desafiei dois casais amigos que nunca haviam estado em Trás-os-Montes, eles também são praticantes de BTT, o Vasco e o Victor. As suas esposas e filhas, a Gertrudes e a Joana, a Inácia e a Patricia também alinharam na aventura, mais a minha esposa e filha, a Cristina e a Rita.
Compramos propositadamente as barras de tejadilho e os suportes para transportarmos as Biclas, planeamos o fim de semana da festa e lá fomos.
O meu cunhado Carlos disponibilizou-se de imediato a dar-nos o apoio necessário, transportando as mulheres e o "farnel", para o merecido lanche.
O primeiro reconhecimento do percurso a efectuar no dia seguinte, da Portela consegue-se ver, práticamente todo o caminho que viríamos a efectuar no dia seguinte.
A Carrinha de apoio, gentilmente cedida e conduzida pelo Carlos Teixeira, e onde seguiam também as nossas esposas, as nossas filhas e a Ti Virginia, e se foi uma aventura, testemunham elas.
Já o lanche com os pés de molho na ribeira, foi constituido pelo belo presunto e queijinho, e o pão, que quem vai a Mós, não mais esquece o pãozinho que por lá se come.
Nos "Vale de fontes" em casa da Ti Virgínia, onde saboreamos uns maravilhosos Figos de Piteira.
Já de regresso, pelo lado da calçada romana, e se foi duro. Chegamos aos Palheirinhos completamente esgotados físicamente, mas rejuvenescidos psicológicamente depois deste maravilhoso passeio de Bicicleta com cerca de 30 km.
Posso dizer-vos que foi uma experiência maravilhosa, que as pessoas que me acompanharam ficaram apaixonados pela nossa terra e são hoje uns assíduos seguidores deste Blog. Iremos concerteza no próximo ano repetir a façanha, mas seria muito giro que o grupo aumentasse.
Rota de Santa Bárbara - Museu do Ferro 4 de Dezembro 15:00h - Torre de Moncorvo
ANDANDO POR MÓS








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BREVE HISTÓRIA SOBRE O G.D.C.R. MÓS
O Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Mós, foi constituído em Março de 1983. O seu objectivo foi a divulgação da cultura de Mós e a prática de desporto. Foi construído um campo de futebol em terra batida que ainda serviu para alguns jogos, nomeadamente nas festas da aldeia em que se juntavam muitas pessoas e conseguia-se organizar duas equipas. Foi um espaço de convívio para os associados onde jogavam cartas, damas e dominó. Teve uma equipa organizada de futebol de cinco, tendo obtido o 1º lugar nos jogos concelhios de 1985. A sede do G.D.C.R.Mós
funcionava nas instalações da Junta de Freguesia local, cedidas gratuitamente.Em 1987, o G.D.C.R.Mós deixou de ter actividade, e as instalações serviram vários anos para a Comissão de Festas da mesma localidade. Notava-se um vazio entre os habitantes de Mós. Não tinham um lugar para convívio e passavam o seu tempo entre as suas habitações e a Praça da freguesia onde permaneciam poucas horas, principalmente pelo frio de inverno. Todos os anos, principalmente nas festas da freguesia, havia a promessa de alguns em voltar a activar o clube da terra. Passavam as festas e a esperança ia morrendo até às próximas festividades. A coragem permanecia apenas três dias e evaporava-se durante os próximos 362. Quase todas as freguesias dispõem de uma associação local e Mós, pela sua história, também teria o mesmo direito.
Então, em 2009, um grupo de 12 pessoas, distribuída pelos três Órgãos dos Corpos Sociais, meteu mãos à obra, decidiu adquirir o imóvel para futura sede, efectuar grandes obras de remodelação e beneficiação e ainda mobilar de novo o espaço que, este sim, é propriedade de todos os sócios. Tratou-se de grande coragem deste grupo de pessoas, uma vez que partimos do ZERO, solicitamos ainda algumas ajudas a Entidades que teriam obrigação de participar neste projecto, mas. no final. as ajudas resumiram-se a diversos donativos de particulares e às quotas dos actuais sócios. Já somos 180 associados e todo o investimento está praticamente solucionado.
No campo do desporto, criamos um núcleo de Xadrez, temos 12 jogadores filiados na Associação de Xadrez de Bragança e somos uma das três equipas a participar oficialmente em todo o distrito de Bragança. No primeiro ano, participamos em dois torneios oficiais, nomeadamente o OPEN INTERNACIONAL DE CHAVES, onde o nosso jogador melhor classificado obteve brilhantemente o 15º lugar, entre 40 participantes. No mês corrente, tivemos o orgulho de organizar o 5º CAMPEONATO DE TRÁS-OS-MONTES, onde a nossa melhor classificação foi o 8º e 9º lugar, entre 28 participantes. Além do Xadrez, as actividades desportivas estendem-se à SUECA, CHINCALHÃO, DAMAS e DOMINÓ.
Esperamos efectuar alguns trabalhos acerca de história e cultura desta nossa freguesia. Aceitamos ideias dos associados e esperamos que estes, cada vez mais, se sintam em sua casa.
O G.D.C.R.Mós recebe qualquer pessoa, residente na aldeia ou visitante que goste de conhecer as nossas terras e as nossas gentes porque estas, também gostam de vos receber.
A Direcção do G.D.C.R.Mós agradece a todos que estiveram envolvidos neste projecto e certamente que vamos continuar.
O Presidente da Direcção
Belarmino Deus
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A DESPEDIDA
Não é impunemente que nos vimos, embora muitas vezes esporadicamente, o poder de uma comunidade fechada, peculiarmente aberta ao mundo de forma que em cada momento só nos vissem por uma janela estreita e devidamente seleccionada. Isto é, sempre estivemos abertos ao mundo, abraçamos um projecto a divulgação, mas por outras janelas somos agora vistos quase só por uma janela que ninguém abriu.
Marcou mesmo a nossa identidade e até quebrou uma certa resistência à uniformidade. O bem geral é sempre um refúgio que serve aos políticos para se justificarem. Não há no entanto progresso sem ideias pessoais, a não ser que queiramos que elas se desenvolvam apenas lá fora e aqui todos tenhamos que aceitar o unanimismo.
A nossa relação com o poder local nem sempre é fácil.
Não há nada de acintoso nas críticas políticas que se lhe possam fazer. Se há algo de pessoal tem a ver com o gosto de cada um, por mais aceites que sejam as políticas da terra, não podem exigir que todos gostem do que eles gostam. Assim na nossa relação com o poder local enquanto poder, não tivemos nunca momentos de euforia e de asfixia, na aproximação e evidente o distanciamento.
Cada um sabe dos seus sentimentos pessoais mas eu sou amigo do mundo rural. Esquecendo a desgraçada vida dos antigos lavradores, agradava-me o antigo equilíbrio aqui existente.
Não chega fazer da defesa dos despojos uma teoria, o ruralismo. Até porque a nossa identidade já não é rural, embora tenha algo de rústico. Já só estamos plantados no ambiente rural.A capa de defensor do mundo rural não pode corresponder ao conteúdo dos dias de hoje.
Permita-se-me um conselho: Será que a gestão autárquica lhes fecha os horizontes, não estão preparados para verem além do seu quintal, da sua paróquia. Andará por aqui provincianismo, parolice, que pecado é este? Tem a ambição de exercer um cargo com uma influência mais vasta, será que seguiria estes exemplos se a oportunidade lhe surgir? Esperemos que não. Um abraço amigo! Até sempre!
Desejo uma continuidade aos restantes colaboradores, tive que abraçar um outro projecto, aos que ficam não desanimem, voltarei quem sabe...
Um Até Já
Como tal. fiel que sou aos meus ideais, tendo sido eu acusado de atitudes completamente opostas aos meus pensamentos, não me considero capaz de continuar (pelo menos para já) neste projecto. Espero contudo que os demais colaboradores continuem o EXCELENTE trabalho, verdade seja dita, este espaço é necessário e vital para MÓS. Continuem, irei seguir o mesmo energicamente. Este é UM ESPAÇO VITAL E QUE MERECE SER PRESERVADO.
Até já,
Marco Deus

























