

Espanha quer teleférico no Penedo Durão
Construir um teleférico entre as margens durienses de Penedo Durão, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, e Peña la Vela, em Hinojosa de Duero (Espanha) é um dos projectos previstos no «Cúpulas del Duero».
Este programa castelhano propõe, ainda, a criação de uma nova ligação entre Espanha e Portugal, através da construção de uma ponte em Mazouco, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, bem como a recuperação do troço ferroviário entre La Fuente de San Esteban e Barca d Alva, para fins turísticos.
Estas são, apenas, algumas das propostas integradas no projecto «Cúpulas del Duero» que defende, ainda, a aquisição de um barco, que ficaria sedeado em Vega Terrón, para a realização de cruzeiros ao longo do rio Douro e a dinamização dos que já existem. A partir desta proposta, os turistas poderão, também, visitar as barragens e respectivas centrais eléctricas de Saucelle, Aldadávila e Almendra: esta última é a maior bacia do Douro e faz o aproveitamento do rio Tormes (Espanha), tendo criado um imenso espelho de água.
Com a implementação das várias medidas do programa «Cúpulas del Duero» pretende-se fomentar a criação de diversos postos de trabalho e combater a desertificação das regiões durienses, bem como impulsionar a recuperação do centro histórico de algumas localidades.
A valorização de recursos únicos da raia, como a linha ferroviária Fuente de S. Esteban – Barca d Alva, o rio Douro, monumentos históricos e o Parque Natural das Arribas são outras medidas integradas no projecto espanhol.
Em Portugal já foi assinado um protocolo de intenções para reabilitar a linha do Douro, entre Pocinho e Barca dAlva
Integrado por Toro, Valbuena e as arribas durienses (Espanha), o projecto «Cúpulas del Duero», com abrangência transnacional, mas de cariz regional, visa promover actividades de desenvolvimento e promoção associadas ao rio Douro em diversas localidades.
O «Cúpulas del Duero» baseia-se, assim, na análise das potencialidades durienses, como recursos hídricos e ambiental, potencial energético, riqueza patrimonial e cultural, bem como a qualidade de determinados produtos.
Este é, por isso, o primeiro passo para a posterior elaboração de um programa transfronteiriço implementado em parceria com o Norte de Portugal, com vista à angariação de fundos comunitários.
O conjunto de projectos em que se inclui o teleférico entre Hinojosa de Duero e o Penedo Durão foram apresentados à Junta de Castilla y León pelas seguintes entidades: Associación de Empresarios de El Abadengo, Associación de Empresarios de Ciudad Rodrigo, Associación de Empresarios de Vitigudino e Cámara de Comercio de Salamanca.
Recorde-se que do lado português também está a ser estudada a reabertura da linha do Douro entre o Pocinho e a fronteira.
25 milhões de euros é o investimento prometido pelo Governo, caso o acordo celebrado a REFER, CP, CCDRN, Estrutura de Missão do Douro e Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos passe à prática.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa é uma das entidades que acredita no protocolo de intenções, mas lembra que é necessário dar continuidade à linha até Salamanca, tal como defende, há vários anos, o alcalde de Hinojosa de Duero.
A par do investimento público, o futuro da ferrovia pode passar por parcerias com as autarquias locais e com investidores privados, para rentabilizar a linha em pleno.
A revitalização do troço ferroviário até Barca dAlva está associada ao projecto Douro Navegável. Nesta fase Vão ser investidos 2,5 milhões de euros na requalificação do cais do Pocinho para melhorar as acessibilidades e facilitar a venda da marca “Douro”, cativando os turistas a visitar esta zona, que é Património da Humanidade.
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