Memória do Passado
Presentemente, tal como no passado, todos os Moseiros confrontam-se com o conceito de memória numa perspectiva de definição entre aspectos distintos e que à partida parecem simples de ajuizar mas que realmente, continuam a confundir, cada vez mais é difícil recordar o passado, continuando a pensar apenas no futuro.
A memória, é a sustentação da nossa sanidade mental, quando o exercício da nossa memória começa a falhar, deixando-nos incapazes quer no raciocínio pontual, quer na recordação de factos ou acontecimentos que nos marcaram.
A memória é um bem pessoal bem como colectivo, consoante a vertente de análise (somos humanos e cada um de nós é parte e património da humanidade) e, por isso, ao ser assumida como tal, serve para suportar a tese de que cada um deve pensar pela sua própria cabeça, sendo ela (memória), a memória ressalva, as disfunções causadas pelos abusos característicos da maldade humana.
A abordagem que faço tem a ver com os jogos de influências, a preservação das memórias colectivas tendem, nos dias que correm, a ser alvos da ira dos déspotas, ditadores e malfeitores, criminosos, a valorização e salvaguarda das memórias , são sempre de grande utilidade para a elaboração de registos históricos de interesse geral (local/nacional).
A maioria das vezes e, por desconhecimento também, interligam-se os conceitos do acto de esquecer o passado, políticos demagogos, cidadãos manipulados e comprometidos com os regimes e governos, num oportunismo já de si característico, ao esquecimento do passado, deveremos alertar a Justiça para casos de crimes identificados como tal, mutilar ou transformar a maior riqueza de uma memória patrimonial é crime.
Aqueles que pedem para que se esqueça o passado, são favoráveis à maioria dos políticos e governantes, apela-se ao esquecimento do passado e os criminosos continuem impunes e, consequentemente, cada vez mais repetitivos nas suas acções criminosas.
Apela-se ao esquecimento do passado, mas só do passado que convém e quando convém.
Conseguirão apagar toda a memória, não o permitiremos e é por isso que continuamos e continuaremos a trabalhar, deixando registos desses actos criminosos ao mundo cibernauta.
Autor:-C.do Mundo-Jornalista
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