Passado “escrito” nas rochas
Há milhões de anos atrás, as movimentações tectónicas e outros fenómenos geológicos formaram um verdadeiro monumento natural a que os locais chamam de Fraga do Arco. A intenção do PARM é vir a classificar o local como sítio de interesse geológico.
Entre a aldeia de Felgueiras e Maçores, nas fraldas da Serra do Reboredo, encontra-se o que se pode chamar de “monumento natural”: a Fraga do Arco que, como o nome indica, traça um arco perfeito, suspenso apenas nas pontas, formando uma gruta natural que, ao longo de milhares de anos, tem servido de abrigo ao homem e a espécies como o lobo. O local, de difícil acesso, foi visitado, no dia 22/08/2009 Sábado, no âmbito de uma visita organizada pelo Projecto Arqueológico de Torre de Moncorvo (PARM), inserida nas actividades do Ciência Viva no Verão.
Mais de 20 participantes, crianças, jovens e adultos, do concelho e de vários pontos do país, quiseram ver esta formação natural e assistir à explicação geológica do fenómeno. Munidos de calçado apropriado, (alguns), chapéus, água e a inevitável máquina fotográfica para imortalizar vários momentos, os participantes reuniram-se junto ao Museu do Ferro, na vila de Moncorvo, para dar início à viagem, realizada em duas fases. Partindo de autocarro até ao cimo da aldeia de Felgueiras, os participantes seguiram depois num velho jipe, por caminhos íngremes de terra onde mal se cruzavam dois carros, naquilo que os mais novos classificaram como uma “verdadeira aventura”.
Pelo caminho, o geólogo Rui Rodrigues, um jovem natural da região, ia apontando que a Fraga do Arco era simplesmente dos monumentos naturais “mais belos” que já viu. “É das coisas mais espectaculares que já vi e olhem que não vi pouca coisa”, adiantou. À chegada ao local, a vista assombrosa do vale recortado por formações quartzíticas que se estende até ao pronunciado “muro de Avalona”, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, impressiona. O local terá sido, há milhões de anos atrás, a bacia de um mar intra-continental. A prova está na quantidade de xistos que ali se encontram. Em linguagem simplista, pode dizer-se que o xisto resulta da sedimentação dos grãos de areia, sendo formado debaixo de água. Para se ter noção do quão remoto é o passado a que o geólogo Rui Rodrigues se refere, foi distribuída a todos os participantes uma escala do tempo geológico, dividida em quatro grandes períodos: Pré-câmbrico, Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico. Estes quatro grandes períodos são depois subdivididos em vários outros.
O período cenozóico é aquele em que nos situamos actualmente. Já o período em que se poderá situar a formação da Fraga do Arco corresponde ao Ordovícico, dentro do Paleozóico, há cerca de 460 milhões de anos atrás. É a este período também que remontam os jazigos de ferro de Moncorvo. Antes desse período, todo o planeta passou pelo Câmbrico e Pré-Câmbrico, quando apareceram a maioria dos principais grupos de seres vivos. Foi também nessa altura que se deu a explosão de vida nos mares, sendo que no local visitado já foram encontrados, por exemplo, trilobites, pequenos organismos que viviam no fundo dos mares. Do período Câmbrico para o Orvídico o planeta Terra terá passado por um período glaciar que assinala a transição entre os dois períodos, sendo que é no Ordovídico que começam a aparecer as plantas e outras formas de vida. Terá sido nesse período que os geólogos acreditam que se tenha formado a Fraga do Arco e toda uma formação geológica que se estende até Freixo de Espada à Cinta e que é visível através das rochas pronunciadas e folhadas que aparecem ao longo dos montes e vales. Descendo monte abaixo até ao vale onde se situa a Ribeira de Santa Marinha, são visíveis ainda os vestígios da forte ocupação humana do local. Ao longo da Ribeira, até à aldeia de Maçores, existiam vários moinhos que, entretanto, desapareceram na sequência de uma enxurrada, em 1962. Antes dessa catástrofe, o vale era cultivado “à força da enxada”, como recordaram alguns participantes naturais daquela zona. Um ano plantavam centeio, no outro deixavam em pousio. Ao fundo do vale ainda é possível encontrar também oliveiras e outras árvores de fruto, embora seja notório o abandono a que todo aquele local foi votado.
A encosta íngreme, pejada de estevas e urze, deixava já antever uma subida difícil e lembrava a importância do “calçado adequado” aconselhado pelos promotores da iniciativa. No entanto, com mais ou menos dificuldades, todos quiseram ver de perto a Fraga do Arco, obra espantosa da natureza com cerca de dois metros de altura e uma profundidade significante. Para além do Arco propriamente dito, a formação rochosa estende-se ainda, formando uma espécie de gruta que, a meio, terá abatido, deixando isolada a Fraga do Arco da gruta propriamente dita. No local ainda eram visíveis vestígios de um pequeno fogo, acendido, quiçá, por algum pastor das redondezas. Acredita-se também que o local tenha servido de abrigo, ao longo de milhares de anos, aos humanos e também a espécies como o lobo, que tem seu habitat naquela zona. As fissuras que têm aparecido na rocha, levam o geólogo a acreditar que, num futuro muito longínquo, a Fraga do Arco venha a desaparecer. É, por isso, intenção do PARM vir a classificar o local como sítio de interesse geológico, dando a conhecer a todo um vasto público alguma da História do planeta Terra.
A paisagem vista da Fraga do Arco mostra a continuação das fracturas rochosas, formadas ao longo de milhares de anos pela movimentação das placas tectónicas e dos continentes. Fenómenos que ainda hoje acontecem, muito embora o cidadão comum não se dê conta. De regresso ao ponto onde o autocarro aguardava os participantes, muitos comentam como é bela e pejada de história a paisagem circundante. “Às vezes fazem-se viagens a países tão longínquos e nós temos aqui tanta riqueza natural”, comentavam. A própria passagem por Felgueiras merece uma paragem, mais que não seja para lembrar que aquela é conhecida como a aldeia dos ferreiros, sendo que o próprio D. Duarte concedeu grandes privilégios aos trabalhadores da mina de Felgueiras. Esses privilégios chegaram mesmo a causar conflitos com a Câmara de Moncorvo e com outras aldeias do concelho. Nas cortes de D. Afonso V houve até uma queixa contra os ferreiros de Felgueiras, porque não queriam ir vender o ferro ao mercado de Torre de Moncorvo, como era costume, tendo sido determinado que fossem obrigados a isso. Mas Felgueiras também ficou conhecida por abastecer de pão praticamente todo o concelho de Moncorvo e, posteriormente, pelo fábrico de velas de cera.
A caminho de Torre de Moncorvo, é visível ainda o Cabeço da Mua, local de exploração mineira. Aliás, as minas de ferro são a grande marca do concelho de Torre de Moncorvo, concelho que guarda um dos maiores jazigos de ferro da Europa. Mas sobre isso há já uma actividade programada, marcada para o dia [CLICAR:-AQUI] 29 de Agosto, também no âmbito do Ciência Viva no Verão.
D'ouro e xisto - Douro Film Harvest
Entre os dias 9 e 13 de Setembro, vai ter lugar a 1º edição do Douro Film Harvest com uma homenagem ao realizador Milos Forman. Uma das secções em exibição tem por título "Wine Films" e visa demarcar a simbiose entre a indústria do cinema e o património vinícola existente no mundo. O festival decorre em Vila Real, Lamego, Torre de Moncorvo e Santa Marta de Penaguião.


Pela primeira vez na história, Torre de Moncorvo recebe uma antestreia nacional, no dia 9 de Setembro. O filme, que conta com Meryl Streep num dos principais papéis, chega às salas de cinema de todo o país apenas a 19 de Setembro, sendo recebido e apresentado nacionalmente em exclusivo por este concelho do Nordeste transmontano.
Julie&Julia traz-nos a história de duas mulheres muito diferentes, separadas pelo tempo e espaço mas unidas por muito mais do que aquilo que imaginam. Meryl Streep é Julia Child, a mulher que mudou para sempre a maneira de cozinhar da América. Mas em 1948, Julia Child era apenas uma mulher americana que vivia em França. O trabalho do seu marido levou-a a Paris, e com o seu espírito incansável, Julia tinha um enorme desejo de fazer algo, tendo-se tornado uma das mais conhecidas cozinheiras americanas.
Quinze anos depois, Julie Powell, protagonizada pela actriz Amy Adams, está completamente estagnada na vida. Perto dos 30, Julia vive em Queens e sonha alcançar uma carreira de sucesso, à semelhança do que testemunha acontecer na vida das suas amigas. É então que Julia decide passar exactamente um ano a cozinhar as 524 receitas do livro da cozinheira americana, Julia Child's : Mastering the Art of French Cooking, e cria uma blog onde relata as suas experiências.
Esta é a história de duas mulheres de forte personalidade e carácter, que descobrem que, com a combinação certa de paixão, coragem e manteiga, tudo é possível.
A antestreia nacional é recebida pelo Cine-Teatro de Torre de Moncorvo no dia 9 de Setembro pelas 21h30.
MÓS - Festividades 2009 - Santa Bárbara
29 Agosto - Sábado - SANTUÁRIO
08:00h Alvorada com salva de morteiros - Arruda com a Banda Filarmónica de Mirandela, seguindo-se o acompanhamento da imagem de Santa Bárbara da Capela ( Santuário ) até à Igreja Matriz ( Igreja de Santa Maria )
15:00h Concerto pela Banda Filarmónica de Mirandela ( Largo da Praça )
17:00h Missa Solene seguida de Procissão pelas Ruas da Freguesia entre Igreja de Santa Maria e Santuário de Santa Bárbara - acompanhamento pela GNR a Cavalo
22:00h Arraial Abrilhantado pelo Grupo Musical - BANDA D
00:00h Sessão de fogo de Artifico
30 Agosto - Domingo - LARGO DA PRAÇA
08:00h Alvorada com salva de morteiros
14:00h Torneio da Malha
14:00h Arrematação
22:00h Arraial Abrilhantado pelo Grupo Musical - IC CINCO
31 Agosto - Segunda-Feira - LARGO DA PRAÇA
08:00h Alvorada com salva de morteiros
14:00h Torneio da Raila
21:30h Arraial Abrilhantado pelo Organista David Caetano
A Associação de Caçadores de Mós - merenda convívio 23 Agosto 2009

A Associação de Caçadores de Mós convida todos os habitantes, naturais e descendestes desta freguesia ( e Anexas ) para uma merenda convívio a realizar no dia 23 de Agosto de 2009 pelas 17h30m no largo da praça desta localidade.
Ementa: javali, pão e vinho ( e outras bebidas não alcoólicas ).
PARM alerta para a necessidade de preservar património
A palestra veio no seguimento da exposição “VESTÍGIOS - Património Arqueológico e Arquitectónico da região de Moncorvo”, inaugurada no mês passado e que ficará patente no auditório do Museu do Ferro e da Região de Moncorvo pelo menos até ao final do ano.
O objectivo desta sessão foi o de se fazer um balanço, apesar de breve e preliminar, do estado dos conhecimentos sobre o património arqueológico e arquitectónico existente e identificado até à data no concelho de Torre de Moncorvo.
Sobre o património arqueológico e arquitectónico da região que merece maior destaque, o PARM assinala os imóveis que estão classificados, “porque representam um reconhecimento de valores de excepção, em alguns casos assim valorizados há muitos anos”.
São exemplos a Igreja Matriz de Torre de Moncorvo, concluída no início do século XVII, e que completa no próximo ano um século sobre a sua classificação como Monumento Nacional, a igreja da Adeganha, que é de estilo românico tardio, com elementos de um gótico rural, classificada como Monumento Nacional em 1944 e, a vila deserta de Santa Cruz da Vilariça, talvez fundada no século XII e despovoada nos finais do século XIII, que está na origem de Torre de Moncorvo e que já foi alvo de escavações arqueológicas sob a direcção do PARM.
Estão ainda identificados 14 imóveis de Interesse Público (com predomínio de capelas, embora com dois sítios arqueológicos e ainda os vestígios do castelo de Mós) e ainda uma pequena extensão do Património Mundial equivalente à paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, na freguesia da Lousa. Estão em vias de classificação o sítio arqueológico de Silhades (Felgar), que acabará por ser submerso pela albufeira do baixo Sabor, as peças originais do chafariz filipino recolocado há poucos anos na praça Francisco Meireles, e a igreja matriz do Larinho, proposta pelo PARM.
[Fonte:-JornalTerraQuente] Read more...
Devido à impunidade os actos sucessivos de vandalismo destroem Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
O adro da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo, classificada como Monumento Nacional desde 1910, tem sido alvo de actos de vandalismo. A última situação ocorreu no passado fim-de-semana. Um elemento escultórico, composto por pináculo de granito e rematado com uma bola foi derrubado e partido em vários fragmentos, sendo impossível de recuperar, restando agora a sua substituição por um novo, perdendo-se o seu valor histórico.
As situações vêm-se repetindo nos últimos anos, sem que ninguém intervenha. Os casos estão a preocupar o Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo (PARM) que reclama uma intervenção por parte das entidades competentes, nomeadamente do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), no sentido de aquele património ser preservado, bem como sugere uma maior vigilância por parte da GNR. "A bola do referido pináculo já foi transportada pelas ruas da vila, e posteriormente abandonada, mas isto só aconteceu, porque a primeira vez que o pináculo foi vandalizado, não foi recolhido ao alpendre, como devia ter sido por protecção", acrescentou Nelson Rebanda, do PARM.
Os casos de vandalismo no exterior do tempo começaram há alguns anos, nomeadamente com a inscrição de grafittis nas paredes de granito, que deram origem a processos em tribunal. "Estas pinturas obrigam a operações de remoção dispendiosas", referiu Nelson Rebanda.
Nas últimas semanas o adro do edifício mais parece uma lixeira, porque ali são abandonadas garrafas, apesar de na parte exterior do muro existir um caixote do lixo.
A igreja de Torre de Moncorvo é uma das mais imponentes de Trás-os-Montes. É a de maiores dimensões e demorou 100 anos a ser construída.
Nelson Rebanda acrescentou que, se por um lado, os bares instalados no centro histórico vieram dar dinamismo àquela zona, também têm como desvantagem o facto de atraírem gente que não têm respeito pelo património. "Estamos na presença de uma libertinagem por parte de uma 'jumentude' e não juventude que se diverte a estragar o que custou muito a construir", lamentou.
Jogos de abertura da Taça de Portugal - Época 2009 - 2010
GRUPO DESPORTIVO DE TORRE DE MONCORVO - 1.ª ELIMINATÓRIA DA TAÇA DE PORTUGAL - EM MONTE GORDO - ALGARVE
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Paulo Augusto Patoleia - Fotografia Exposição Lisboa
Torre de Moncorvo - Festas 2009
01 Agosto 2009
08:00h salva de morteiros - anuncia o início das festividades
12 Agosto 2009 - Corredoura
08:00h alvorada com salva de morteiros
21:30h Grupo Musical Trio D`Ouro
23:30h Fernando Mendes ao Vivo
00:30h Arraial Fogo de Artifico - S.ºPaulo
13 Agosto 2009 - Corredoura
08:00h salva de morteiros - Chegada da Banda de Música do Felgar
16:00h Adro da Igreja Matriz - Concerto Banda de Música do Felgar
22:00h Grupo Musical Roconorte
23:30h Iran Costa ao Vivo
00:30h Arraial Fogo de Artifico - S.ºPaulo
14 Agosto 2009 - Praça Francisco Meireles
08:00h salva de morteiros
21:30h Grupo Musical USKADKASA
23:00h Dulce Guimarães ao Vivo
00:30h Arraial Fogo de Artifico - Complexo Desportivo de Moncorvo
15 Agosto 2009 - Praça Francisco Meireles
08:00h salva de morteiros - Chegada da Banda de Música de Carviçais
10:00h Hastear das Bandeiras Nacional e Municipio
10:00h Missa Solene em Honra de N.ª S.ª da Assunção - Igreja Matriz
15:00h Adro da Igreja Matriz - Concerto Banda de Música de Carviçais
18:00h Pelas Artérias da Vila de Torre de Moncorvo Procissão N.ª S.ª da Assunção
21:00h Apresentação do GDM Época - 2009/2010 - Estádio Complexo Desportivo - GDM - S.º C.º de Penafiel
21:30h Grupo Musical Miragem
23:00h Toy ao Vivo
00:30h Arraial Fogo de Artifico - Complexo Desportivo de Moncorvo
16 Agosto 2009 Cine-Teatro
22:00h Orquesta do Norte
SANTUÁRIO DE SANTA BÁRBARA - MÓS
Festa de Santa Bárbara - Último Fim de semana de Agosto em Mós. Santa Bárbara é Padroeira e Protectora das colheitas. Ela protege os campos das trovoadas na altura das colheitas. Quando havia fortes trovoadas que podiam estragar as colheitas rezava-se: “Santa Bárbara bendita, que no céu estais escrita, com papel e água benta , livrai-nos desta tormenta”.

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Época Venatória 2009-2010 Condições de Candidatura e Exercício da Caça em ZCM Mós
MÓS EM IMAGENS
A todos os que acompanham este blogue, agradeço a simpatia e amabilidade com que por aqui passam e comentam.
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OLHARES
MÓS - OLHARES
AUTOR:- MARCO DEUS
Como meu primeiro contributo no blogue, posto estas fotografias estavam escondidas no arquivo, saltam agora do anonimato para que possam apreciar, espero que gostem.
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ALHEIRAS MÓS
MÓS - HISTÓRIA
Na descoberta do Pelourinho teremos que agradece ao nosso colaborador e amigo JOSÉ SAMBADE que descobriu num muro algo que poderia ser atribuído a um Pelourinho.
No Concelho de Torre de Moncorvo, foi o único recuperável, ao consultar livros deste evento o Pelourinho, de que fala o Abade de Baçal nas suas "Memórias Arqueológicas-Históricas do Distrito de Bragança" do seguinte modo "... Mós - O Pelourinho desta Antiga Vila, sede de Concelho, hoje estupidamente apeado, mas as suas pedras estavam em 1899 na casa dos herdeiros do Doutor Gabriel, não haverá alma generosa que se compadeça do venerando momumento, lídimo brazão nobilitante da terra, reerguendo-o no primitivo local, em frente da antiga casa da Câmara de Mós..." Hoje convertida em sede da Junta de Freguesia e antiga Escola Primária "...também nos fala de actos de vandalismo que terão destruído o referido Pelourinho...".
No local referido pelo Abade Baçal, data da história de que em 1830 ainda se encontrava de pé, data esta da morte da Rainha CARLOTA JOAQUINA DE BORBON, por cujo luto gastou o Concelho de Mós mil e duzentos réis com que pagou por baeta preta para cobrir o Pelourinho desta Vila de Armas, da Casa da Câmara na ocasião de luto pela morte da Sereníssima senhora Rainha. Toda a sua destruição e segundo os historiadores terá sido acto dos ventos do Liberalismo e com a extinção das Vilas abrangidas pela reforma Administrativa de 1836, pelo Dec-Lei do mesmo ano publicado em 2 de Novembro.

Esta localidade, ergue-se pela Ribeira de Mós e a de Santa Marinha, no meio de várias elevações montanhosas como os Montes Forca da Velha, da Lagariça, dos Lagarinhos e da Forca Nova, rodeada de montes, estendem-se as casas do Castelo pela encosta até à fonte românica, onde o ribeiro passa, para subir pela outra encosta oposta.
Freguesia, em tempos antigos foi sede de concelho medieval, com autonomia judicial e pelourinho, sendo por isso considerada como uma povoação bastante antiga.
O Rei D.º Afonso Henriques em 1162 deu-lhe foral e, posteriormente em 1512 recebe novo foral pelo Rei D.º Manuel.
Na época da formação da nacionalidade esta Freguesia teve muita importância devida à sua posição de sentinela sobre as terras da raia espanhola, o que levou a que fosse construído um Castelo, no local existem vestígios dessa mesma construção.
Possui uma grandiosa Igreja Matriz, construída no século XVI, com um interior riquíssimo, altares de talha dourada, pinturas no tecto do altar mor e arcos e púlpito em granito. A fonte de Mós, de provável origem castreja, é uma fonte de mergulho, localizada num espaço rectangular lajeado com cerca de sete metros de comprido por quatro de largo. Acesso à antecâmara é feito por três degraus. Dos dois lados existem bancos corridos de pedra numa extensão de dois metros. A um nível ainda mais inferior existe a fonte, que se abriga sobre um telhado de duas águas de grandes lajes em granito. A profundidade do tanque ronda os 90 cm.
A poucos quilómetros da Freguesia existe uma calçada faria parte da rede viária de Vila Velha de Santa Cruz ou Derruída, o troço que subsiste é um caminho serpenteante com cerca de 700 metros de comprimento, aberto nos sopés de um monte, fazendo uso do próprio relevo. Para evitar a deslocação de terrenos foram colocados na vertical blocos de xisto que hoje estão bastante destruídos.

Antecedentes, acredita-se que a primitiva ocupação humana desta localidade remonte a um castro da idade do ferro.
Embora não existam maiores informações acerca do seu povoamento inicial, nem da construção do castelo, D.Afonso Henriques (1112 - 1185) concedeu a Carta de Foral a Mós em 1162. O seu filho e sucessor do reino, D.Sancho I (1185 - 1211), de passagem por Trancoso a caminho de Braga, no lugar de Chacim, próximo de MÓS, fez a doação do reguengo de Cilhade aos seus Povoadores, declarando fazê-lo por Deus e pelo bom serviço que havia recebido e esperava continuar a receber do Castelo de Mós. Sob o reinado de Afonso III (11248 - 1279), as inquirições de 1258, relatam que o concelho guardava a terça das dízimas da Igreja de Santa Maria de Mós, destinada à reparação e manutenção do Castelo da Vila. Essa fonte de recursos ainda era utilizada no século seguinte, " O REI D.AFONSO IV 8 1325 - 1357) ATRAVÉS DE UMA CARTA DECLARA QUE O SOBERANO CONCEDIA A TERÇA DA (...) IGREJA DE MÓS A PEDRO DIAS " seu procurador na terras de Bragança, se i muro do dito lugar de Mós fosse acabado, e que de futuro quando comprir " DE SE ADUBAR ESSE MURO EM ALGUMA COUSA, QUE EL O ADUBE PELA RENDA DA DITA E IGREJA (1335)".
No final da Idade Média acentua-se o processo de despovoamento da Vila, em favor de uma povoação vizinha, no termo de Carviçais.No reinado de D.Fernando (1367 - 1385)o soberano concedeu a Torre de Moncorvo, por termo, e os lugares de Mós e de Vilarinho da Castanheira, " UMA VEZ QUE NON SOM TAES QUE SE DEFENDAM NEM POSSAM DEFENDER PO SSY (1372)".Na tentativa de deter o processo, ainda antes de 1450 foi estabelecido um couto de homiziados em Mós, tendo o Concelho solicitado à Coroa novos previlégios a ele relacionados, uma vez que a Vila estava muito desfalecida de e gentes que nela viviam devido às guerras.O Numeramento de 1527 a 1532 refere a Vila encontrava-se cercada, embora essa cerca estivesse danificado alguns trechos, contava nessa altura, apenas com quarenta e três habitantes contra cinquenta e quatro na vizinha localidade de Carviçais, no mesmo termo.Em fins do século XVII, o Padre Carvalho da Costa registrou idêntica situação, "informando que nesta Vila se vè quasi hum aruinado castello com sua cisterna dentro delle, que mostra ser a villa antigamente povoação de mais conta ". Nesta fase, haviam no castelo apenas 90 fogos, enquanto que na vizinha Carviçais, único lugar do termo, contavam-se 250.
No século XIX, o Concelho de Mós foi extinto, integrado no de Torre de Moncorvo.
Os remanescentes do Castelo encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 20 de Outubro de 1955. Na década de 1960 parte da muralha medieval ruiu, registrando-se uma construção particular sobre um troço muralhado. Na ocasião, fez-se sentir a intervenção do poder público pela acção da DGEMN, através da reconstrução de um troço da muralha e de obras na zona envolvente (1963). Actualmente restam apenas vestígios de alguns troços de muralha com casas de habitação adossadas. Fora dos muros destacam-se a Igreja de Santa Maria e na praça o pelourinho reconstruído.
O pequeno castelo apresentava planta com o formato ovalado, em estilo românico.
A muralha, era pedra de xisto miúda, era rasgada a Sul pela porta, comunicando com o arrabalde da vila medieval e os caminhos em direcção a Freixo de Espada à Cinta, Alva, Torre de Moncorvo e Miranda. Intra-muros, a vila estruturava-se em torno da Rua Direita, que definia um eixo Norte-Sul.
Extra-muros foram erguidos a Igreja de Santa Maria e, no lado oposto, fronteiro à porta do Castelo, o largo com a Casa da Câmara e o pelourinho.
O tipo de organização do povoado de Mós revelava padrão semelhante aos povoados de Freixo de Espada à Cinta, Urros e Alva.
Relativamente aos Castelos de Freixo de Espada à Cinta, Urros e Alva, com os quais possui afinidades, o de Mós era o único a possuir a Igreja de Santa Maria implantada no lado oposto ao largo desenvolvido fronteiro à porta principal da cerca.
GASTRONOMIA CONCELHO
GASTRONOMIA - MÓS - ALHEIRAS DE MÓS
AUTOR:- MANUEL ÁLVARO
Alheiras de Mós - Receita
GASTRONOMIA
A gastronomia em tudo o Concelho e variado, encontramos quer na Vila quer nalgumas freguesias. As castanhas assadas, as migas de cavalo cansado, as migas de alho, as migas de espargos, os milhos, as filhoses, salada de Merugens, a salada de beldroegas, de azedas são típicos e já se comem com muita raridade. Pratos confeccionados bem próprios da região, devemos ainda conhecer as favas guisadas com chouriço, as sopas de bacalhau, a caldeirada de cabrito, o cozido à transmontana, a posta grelhada, peixinhos do rio fritos ou de caldeirada, ou a perdiz com castanha e outros tipos de caça. As amêndoas de Moncorvo são únicas. Podem ser comidas sob a forma de peladinhas, torradas ou então cobertas de uma camada de açúcar em ponto, as delícias, as súplicas da terra, as económicas, biscoitos à Tia Patuleia, as Cavacas de Moncorvo. Depois há as alheiras, o salpicão, o presunto, o chouriço de carne, as bolas de carne, os folares doce e de carne, o chouriço de mel, as tabafeias. A acompanhar todas estas especialidades, há azeitonas, queijos secos, figos secos, miolo de amêndoa, nozes, bêberas e, claro está, um vinho açucarado, generoso, tipo Vinho do Porto, ou a geropiga, e ainda como digestivo uma belíssima aguardente ou um licor caseiro.
Read more...ROTEIRO CONCELHO
FESTAS E ROMARIAS
Festas, Açoreira [ Santa Marinha 2 ª feira de Pascoela] Adeganha [Sr.ª do Castelo no último fim-de-semana de Agosto] Cabeça Boa [S. Brás, em Fevereiro] Cardanha [S. Sebastião, 1.° fim-de-semana de Agosto] Carviçais [S. Sebastião, 1.° Domingo de Agosto] Castedo [dia de S. Miguel] Felgar [N.ª Sr.ª do Amparo, 3 ° fim-de-semana de Agosto] Felgueiras [Santa Eufémia, 1.° fim de semana de Setembro] Foz do Sabor [N.' Sr.a da Guia, 11 e 12 de Agosto] Horta da Vilariça [S. Sebastião, 1.° fim-de-semana de Agosto] Larinho [Santa Luzia, último fim-de-semana de Agosto] Lousa [N.ª Sr.ª dos Remédios, 3.° fim-de-semana de Agosto] Maçores [S. Martinho, 11 de Novembro] Mós [Santa Bárbara, último fim-de-semana de Agosto] Peredo dos Castelhanos [N.ª Sr.ª da Assunção, 14 e 15 de Agosto]Souto da Velha [Santo Ildefonso, 1.° fim-de-semana de Agosto] Torre de Moncorvo [.ª Sr.ª da Assunção, 12 a 15 de Agosto] Urros [Santo Apolinário, último fim-de-semana de Setembro]
Em Julho o Festival Rock de Carviçais e a Santa Bárbara em Lousa. Festa de Santa Eufémia em Felgueiras no 1.° fim-de-semana de Setembro. O S. Martinho de Maçores onde "Baco" é rei e senhor e a castanha ajuda àdiversão, a 11 e 12 de Novembro.
FEIRAS
Feiras de Moncorvo são a 8 e 23 de cada mês,no caso de serem datas coincidentes com Feriados, Sábados e Domingos deve ligar para a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo [consulte Site nesta Página].
Feiras Anuais com ricas tradições, dia 10 de Maio a Feira da Cereja, a 23 de Agosto a de Verão, e a 23 de Dezembro a do Natal.
Feira de Artesanato no mês de Fevereiro quando as amendoeiras em flor renovam o ciclo vegetativo da vida e anunciam a primavera.
Feira do Livro nos primeiros dias de Junho.
TURISMO
Actualmente o Turismo é uma actividade em que as estruturas locais têm apostado, como factor para sustentar as outras actividades tradicionais e reanimar a cultura e produção de produtos genuínos, Moncorvo tem poucas estruturas hoteleiras mas as poucas servem a região, tem Piscina Municipal, Biblioteca, Praia Fluvial na Foz do Sabor, as matas do Reboredo, colocando à disposição dos visitantes um percurso pela história medieval e nobre da Vila que foi sede de uma das maiores Comarcas do Norte, não esquecendo a riqueza ambiental, natural, patrimonial, gastronómica das suas aldeias, as Amendoeiras em Flor nos meses de Fevereiro e Março de cada ano, a Caça e a Pesca.
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