FREGUESIA DE MÓS - ANTIGA VILA MEDIEVAL - [NO INTERIOR TRANSMONTANO - VISITE]

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Mós -  Antiga Vila Medieval

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CONTACTOS






Junta de Freguesia de Mós - Largo da Praça - Mós


Junta de Freguesia de Mós - Largo da Praça - Mós
5160 - 152 - Mós - Torre de Moncorvo
EM ACTUALIZAÇÃO - COMPOSIÇÃO DA JUNTA DE FREGUESIA
COMPOSIÇÃO DA JUNTA DE FREGUESIA:

Presidente:- Paulo Evangelista Bento

Secretário:-

Tesoureiro:-


Telefone n.º (s) 279 938 040
Email:-j-freguesia-mos@sapo.pt

Associação de Caçadores de Mós


Associação de Caçadores de Mós
Rua da Praça - Mós

5160 - 152 - Torre de Moncorvo

Telefone n.º (s) 279 939 636

Associação de Bem Fazer de Mós - Morgado



Associação de Bem Fazer de Mós - Morgado
Rua da Igreja - Mós

5160 - 152 - Torre de Moncorvo

Telefone n.º (s) 279 939 257

FOTOGRAFIA DA ZONA HISTÓRICA - MÓS VILA ANTIGA E MEDIEVAL

Mapas de Mós







AUTOR:- J.SAMBADE

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INFORMAÇÃO CONCELHO



A azáfama nas pastelarias em busca de amêndoas já conheceu tempos melhores. As grandes superfícies atraem cada vez mais os consumidores. Mas ainda há quem procure especialidades e em Torre de Moncorvo ainda se fabricam de forma totalmente artesanal. E com muita procura.




Turismo do Douro promove primeiro encontro de agentes do sector


A nova Entidade Regional Turismo do Douro dá voz aos empresários e agentes do sector de toda a região. O I Encontro, destinado principalmente aos agentes locais do Douro Superior, realiza-se na Associação Comercial e Industrial de Torre de Moncorvo, no dia 7 de Março, pelas 15 horas.
A Direcção eleita para a Turismo do Douro definiu como uma das prioridades do seu mandato organizar encontros com os agentes locais e regionais, directa e indirectamente, ligados à actividade turística. Esta intenção, dada a conhecer pelo seu presidente, António Martinho, no seu discurso de tomada de posse, tem por objectivos auscultar as preocupações e os receios dos profissionais em relação ao sector na Região, percepcionar as expectativas dos vários empresários relativamente ao trabalho a desempenhar pela nova entidade, mas igualmente saber que contributos poderão eles e as demais entidades e instituições envolvidas dar à Região e ao turismo.

Foram convidados para este Encontro as autarquias dos concelhos que integram a Turismo do Douro, as Associações representativas do tecido empresarial; os estabelecimentos de ensino, os empresários da Hotelaria e Restauração, as agências de viagem; as empresas de rent-a-car e animação turística, a comunicação social da Região, entre outras instituições relevantes. O I Encontro tem como convidado/moderador o director do Departamento de Estudos do Turismo de Portugal, Sérgio Guerreiro, que falará sobre as políticas do Turismo de Portugal, direccionadas ao sector


Autor:-Cidadão do Mundo


FONTE:-NOTÍCIAS DE VILA REAL




BARRAGEM CONSTRUÇÃO CONTINUA



Os trabalhos de construção da barragem do Baixo Sabor, em Torre de Moncorvo, foram reiniciados esta terça-feira 27/01/2009, depois do Tribunal Administrativo de Mirandela recusar as providências cautelares da Plataforma Sabor Livre.

As obras estavam suspensas desde o dia 30 de Dezembro de 2008, já que a Quercus e a Liga para a Protecção da Natureza (que integram a Plataforma Sabor Livre) tinham conseguido o "decretamento provisório", pela mesma entidade judicial, de uma providência cautelar para suspender a execução do contrato de concessão de utilização dos recursos hídricos, celebrado entre a EDP e o Instituto da Água.

No entanto, depois de decorridos os trâmites habituais neste tipo de situações, o Tribunal Administrativo de Mirandela optou por não dar seguimentos às queixas, tal como informou, ontem, em comunicado, a EDP.

A eléctrica também revelou que foi notificada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de que "negou as providências de intimação da EDP para a suspensão da construção da barragem", que outras associações ambientalistas, que também integram a Plataforma Sabor Livre, haviam requerido àquele tribunal.

Perante a luz verde concedida pelos tribunais, a EDP anunciou que se encontram reunidas as "condições necessárias" para retomar as obras de construção do Aproveitamento Hidroeléctrico da Baixo Sabor, empreendimento a que atribui "significativa importância para o sector energético nacional".

A empresa de electricidade justifica com a "reserva estratégica de água que possibilitará um reforço significativo da segurança de abastecimento", bem como com a "articulação futura com a estabilização da produção de energia eólica".

A barragem do Baixo Sabor e considerada pela EDP um investimento estruturante da ordem dos 450 milhões de euros, com 85% de incorporação nacional, e que terá em obra cerca de 1700 trabalhadores.



[FONTE:JN]Autor:Cidadão do Mundo


Município de Torre de Moncorvo quer garantir a ligação da ecopista do Sabor à linha do Douro


Os municípios de Torre de Moncorvo e de Vila Nova de Foz Côa vão pedir a classificação da ponte rodo-ferroviária do Pocinho como Património Nacional. Para tal, estão a elaborar uma proposta conjunta ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

Trata-se de uma ponte centenária, que se encontra fora de serviço há mais de 20 anos. “Já elaboramos dois documentos, um de ordem jurídica e outro de fundamentação histórica, que foram aprovados, por unanimidade, pela Câmara e Assembleia Municipal de Moncorvo”, realça o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira.

A proposta de classificação, que une os dois municípios, assenta no interesse histórico da infra-estrutura, bem como na importância em ligar a ecopista do Sabor à linha do Douro, pelo seu traçado original.

Além disso, mantém-se intacto o espaço-canal, permitindo que gerações futuras optem pela manutenção de ecopista ou pela reintrodução do transporte ferroviário. “Não faz sentido a ecopista morrer na margem do Douro”, defende Aires Ferreira.

Infra-estrutura inaugurada em 1909 poderá ser aproveitada para fins turísticos

A preservação do património também trará vantagens ao nível do turismo. “Os grupos de pessoas que visitem a região podem sair do comboio e entrar logo na ecopista”, realça o edil.

A ponte ainda se encontra em boas condições de conservação, mas para poder ser utilizada como travessia, quer rodoviária, quer ferroviária, necessita de obras de reabilitação.

A infra-estrutura representou um investimento importante para a região no início do século XX. Em 1886, foi aprovado um projecto para a construção do ramal da Estrada Real nº 9, entre Celorico da Beira e Miranda do Douro, mas, 13 anos depois, foi aberto o concurso público para a construção de duas pontes sobre o rio Douro: a do Pinhão e a do Pocinho. Esta, para além de ligar os dois troços da Estrada Real nº 9, também iria reunir condições para ser aproveitada para o caminho-de-ferro entre o Pocinho e Miranda do Douro. O processo foi-se arrastando e a ponte só foi inaugurada a 4 de Julho de 1909.



FONTE[JORNALNORDESTE]

Distrito de Bragança está a "desaparecer"


FONTE:[RBA]

No distrito de Bragança nascem cada vez menos pessoas e morrem cada vez mais. É apenas uma das conclusões que traçam um quadro negro para o Nordeste Transmontano que podem ser lidas no Anuário Estatístico Regional do Instituto Nacional de Estatística, relativo a 2007. Analisando os concelhos do distrito brigantino é fácil constatar que os vários indicadores da população estão abaixo da média nacional.
O dado mais preocupante é quando observamos a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Em Portugal, o valor médio está fixado em 9.7 nascimentos por cada mil habitantes, no distrito, todos os doze concelhos apresentam valores bem abaixo. Bragança, a capital de distrito, com 7.6 por mil, é compreensivelmente o concelho onde nasceram mais crianças, seguida de perto por Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães com 7.4 e 7.2, respectivamente.
Torre de Moncorvo é o concelho onde nasceram menos crianças no ano de 2007, um valor de 4.3 nascimentos por cada mil habitantes. Mas se o número de nascimentos já é preocupante, o que dizer da taxa de mortalidade? Todos os concelhos de Bragança estão acima da taxa nacional de 9.8 mortes por mil habitantes. Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães no ano passado tinham 19 mortes por igual número de habitantes. O que pode indicar um elevado envelhecimento da população nestas vilas. No tópico da Densidade Populacional, o valor é de 115 habitantes por quilómetro quadrado. No distrito, Mirandela é o concelho com o valor mais elevado, com 39 habitantes por quilometro quadrado. No extremo oposto está Vimioso, com apenas dez pessoas a viverem por cada quilómetro quadrado. Há, portanto, poucas pessoas no espaço geográfico do distrito de Bragança. Face a todos estes indicadores, não é portanto de estranhar que o crescimento da população no nordeste transmontano seja negativo. Se a nível nacional, o valor centra-se no 0.17 por cento, em todos os concelhos transmontanos esse valor é negativo. É fácil concluir que em Trás-os-Montes morrem cada vez mais pessoas e nascem cada vez menos.





MONTARIAS CARVIÇAIS




FONTE:[PORTALDOCAÇADOR]

“Street Marketing Douro” anima 19 concelhos


Uma comitiva de 21 automóveis está a percorrer a Região Demarcada do Douro, numa acção de sensibilização e promoção do potencial da sua actividade turística organizada pela comissão instaladora da Turismo do Douro.


A iniciativa “Street Marketing do Douro” culminará com a realização do “I Concerto Ano Douro”, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, no próximo dia 27 de Dezembro. Os automóveis que participam nesta acção inovadora animam os 19 concelhos que constituem a mais antiga região demarcada do mundo, numa viagem que pretende provocar um impacto positivo junto da população local e incrementar o seu sentimento de pertença em relação a este território.

Na sede dos concelhos, os veículos concentram-se em frente às câmaras municipais. A Turismo do Douro, com futura sede em Vila Real, compreende o território abrangido pelos municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.

A nova estrutura terá por missão promover a oferta turística no mercado interno e colaborar na definição da promoção da região no mercado externo, identificando e dinamizando os produtos turísticos regionais





Fonte:[Notícias de Vila Real]




Concessão de Pesca do Rio Sabor - concelho de Torre de Moncorvo


Despacho n.º 8496/2001 (2.ª série), de 23 de Abril, Alvará n.º 73/2001, de 21 de Julho

Atribuída ao Clube de Caça e Pesca de Torre de Moncorvo, a concessão de pesca no troço do rio Sabor, numa extensão de cerca de 5 Km, limitado, a montante, pelo açude denominado "Calço da Laranjeira", e a jusante, pela ponta sul da "Ilha do Espanhol", concelho de Torre de Moncorvo. A concessão é válida até 21 de Julho de 2011.



Abrir Ficheiro


Fonte:[Ministério da Agricultura]

PALNO DE REGADIO DO VALE DA VILARIÇA



Fonte:[Jornal Terra Quente]

O Plano de Regadio do Vale da Vilariça beneficia cerca de 800 agricultores transmontanos, abrangendo cerca de 1500 hectares de terras, ao longo dos concelhos de Vila Flor, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, fez questão de frisar que os transmontanos têm sido “gente com paciência”.
Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, o Vale da Vilariça é um dos bons exemplos de como se podem e devem aproveitar os fundos comunitários disponíveis para o sector. Lembrando que os pequenos agricultores têm ajudas asseguradas, sublinhou que, “em momentos de crise, a agricultura é dos poucos sectores de actividade que pode criar emprego e desenvolvimento no interior do país”, garante.
Tratando-se de um vale com terras bastante férteis, com o seu aproveitamento hidroagrícola será possível aumentar em cerca de 35 por cento o valor das produções, nomeadamente olival e hortofrutícolas.
Com esta última barragem do plano de regadio, orçada em 19 milhões de euros, aumenta em 25 por cento da superfície regada e em 30 por cento a eficiência de rega.
O presidente da Associação de Beneficiários do Regadio da Vilariça considera que “mais importante que os subsídios é a construção deste tipo de infra-estruturas” já que “elas ficam e no futuro as pessoas saberão tirar delas a devida riqueza” refere Fernando Brás.
Este responsável salienta ainda que é preciso aproveitar as estruturas existentes para mudar a agricultura do vale e aumentar o rendimento. “A associação tem ideias que se prendem com a organização da ocupação cultural do vale para dar dimensão às propriedades e tirar daí o máximo rendimento” adianta Fernando Brás.


IDOSO ATACADO POR JAVALI - SOUTO DA VELHA



Fonte:[RBA]

Um idoso terá sido atacado por um javali, ontem à tarde em Souto da Velha, no concelho de Torre de Moncorvo.

O homem de 77 anos ficou gravemente ferido nos membros inferiores e foi transportado para o Centro de Saúde de Moncorvo pela ambulância com Suporte Básico de Vida, onde recebeu ainda apoio por parte da equipa de Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Bragança.

A vítima foi posteriormente transportada para o hospital da capital de distrito, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica e está ainda internado, mas fora de perigo. O alegado ataque de javali é um fenómeno raro, pois estes animais, por norma, só agem com violência sobre humanos quando estão feridos.


VIAS APROXIMAM DISTRITO


Depois de anos de reivindicações por vias condignas para Trás-os-Montes, ei-las todas de uma assentada. Esta terça-feira foi assinado o contrato para construir o IC5 e o IP2. Dentro de 15 dias é a vez da auto-estrada Vila Real-Bragança.

"Finalmente podemos dizer que vão construir-se", acentuou o primeiro-ministro, José Sócrates, ontem, em Vila Flor. Este concelho foi o palco da assinatura do contrato entre a Estradas de Portugal e o consórcio que vai construir e explorar a "Douro Interior".

É a concessão que engloba o Itinerário Complementar nº 5 (IC5), que vai ligar o IP4, no Alto do Pópulo (Murça) e Miranda do Douro, e o Itinerário Principal nº 2 (IP2), desde Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança), e Celorico da Beira (distrito da Guarda).

Mas Vila Flor também foi o palco das emoções dos autarcas dos concelhos servidos por aquelas duas vias, encarnadas na pessoa do presidente anfitrião, Artur Pimentel.

"Obrigado, senhor primeiro-ministro!", exclamou. E nesta onda de contentamento lembrava que entre os autarcas transmontanos e durienses se passaram "horas e horas de luta e de reuniões". Uns pelo IC5, outros pelo IP2 e outros mesmo pela auto-estrada transmontana. "O que nunca sonhávamos era que viessem todas num bolo único", realçou.

Chegam todas de uma vez "por uma questão de justiça", reiterou José Sócrates, e apesar de "todos os obstáculos e contrariedades, vão andar para a frente". O primeiro-ministro garantiu que "as obras vão começar já em Janeiro" de 2009, devendo estar concluídas em finais de 2011.

José Sócrates aproveitou também para anunciar que no próximo dia 10 de Dezembro estará em Bragança para assistir à assinatura do contrato para a construção da auto-estrada entre Vila Real e Bragança.

"Isto significa fazer uma aposta no desenvolvimento de uma zona do interior que estava a ficar para trás", frisou o chefe de Governo, acrescentando que a região abrangida pelo distrito de Bragança e pelo norte do distrito da Guarda "não teve o investimento que o Estado devia ter feito para garantir infra-estruturas de acessibilidade".

Às razões de "justiça e solidariedade" que justificam o investimento na região, Sócrates acrescentou-lhe a razão "económica". "Porque as novas estradas vão servir e beneficiar a economia regional, mas também a nacional". Mais: "estas estradas vêm trazer melhor qualidade de vida aos cidadãos destas regiões e mais segurança rodoviária".

A concessão do Douro Interior vai beneficiar directamente cerca de 330 mil habitantes dos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, entre outros.

A título de exemplo refira-se que encurta em cerca de uma hora a ligação Murça-Miranda do Douro e em 40 minutos a viagem entre Bragança e a Guarda.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, lembrou que quando chegou ao Governo estava apenas executado metade do Plano Rodoviário para esta região.


Fonte:[Diário de Trás-os-Montes]

Curiosidades:- Será que é desta?

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CURIOSIDADES

Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho - Linha do Sabor

A Linha do Sabor demorou mais de trinta anos a concluir. Ligação ferroviária de via estreita, Pocinho - Miranda do Douro (Duas Igrejas), a 11 kms de Torre de Moncorvo e a 12 Kms de Vila Nova de Foz Côa, impressionante estrutura rodo-ferroviária, está desde o ano de 1988 encerrada a qualquer tráfego.








FEIRA DA CAÇA EM MACEDO DE CAVALEIROS DE 29 DE JANEIRO A 01 DE FEVEREIRO DE 2009



FONTE[FEIRA DA CAÇA - FEIRA DO TURISMO]



MÓS ANTIGA VILA MEDIEVAL A REVATILIZAÇÃO

O passado histórico de Mós mantém-se,sendo rico o seu património vai-se perdendo, à semelhança do que acontece noutras localidades, acontece porém que compete aos autarcas de cada Freguesia,Vila e Cidade criar incentivos através de roteiros turísticos, de modo a dinamizar as localidades dando a conhecer o vasto património e vestígios históricos, como já acontece noutras terras deste país “ ALGARVE – ALENTEJO” a criação de percursos pedestres, aproveitando locais outrora de interesse económico para as populações seria de realçar para poder dinamizar e trazer mais vida a estes locais perdidos e por vezes esquecidos.

Como roteiro de inicío, Ferraria da Chapa Cunha apesar de actualmente se encontrar em ruínas, mas como antiga fábrica de ferro, aproveitando o seu passado histórico como primeira ferraria da região ou, mesmo da Península Ibérica,o Castelo em ruínas,Igreja de Santa Maria,Capelas de Santo António – Santa Barbara – Santo Cristo, Fonte Românica, Fonte do Cano, e com bastante interesse de divulgação a Calçada de Mós e os percursos adjacentes à mesma “No passado rede viária de Vila Velha de Santa Cruz com cerca de 700 metros de comprimento“, realçando também as antigas minas do ferronho entre outros locais esquecidos que poderemos descobrir, neste combate da desertificação.

Autor:Cidadão do Mundo
TRADIÇÕES - PROCURE PRESERVÁ-LAS


TRANSMONTANOS ÉPOCA DE NATAL

Em Trás-os-Montes o Natal é diferente do que no restante pais. Prova disso é a quantidade de migrantes e emigrantes que invadiram as estradas portuguesas rumo ao interior transmontano na quadra natalícia.

Hábitos e tradições transmontanas no dia vinte e quatro à tarde começam a descascar as batatas e a arranjar as couves para o jantar. Na boa mesa transmontana não pode faltar polvo, couve, e bacalhau. No que respeita às sobremesas as filhós, os milhos e as rabanadas continuam a ocupar o topo das preferências e tradições.

Em quase todas as casas transmontanas o jantar começa cedo porque as gentes transmontanas não têm o hábito de jantar tarde como os citadinos, à mesa reúne-se quase a família da habitação e poucos são aqueles que ainda cumprem a tradição de abrir as prendas à meia-noite, perdeu-se na história a tradição que mesmo sendo crianças ainda acreditam na vinda do Pai Natal.

Depois do jantar e das prendas distribuídas e abertas normalmente junto à lareira que pelo menos nessa noite se acende na maioria das casas, por vezes segue-se a saída, para a praça da Aldeia, Vila ou Cidade, este ano com a neve mas apesar disso já não neva como antigamente, o frio continua a marcar presença assídua na noite de Natal e ainda há locais onde se fazem grandes fogueiras onde se aquece a população durante toda a noite.

A tradicional fogueira do Galo, continua a tirar as famílias de casa, que apesar da desertificação ainda são muitos novos e alguns de idade avançada, pois é costume dizer-se que Trás-os-Montes tem uma população envelhecida, as chamas vindas de grandes troncos arranjados nos dias e na noite que antecedem o Natal aquecem dezenas de pessoas que se juntam ao seu redor enquanto a missa do galo não começa, mas é uma forma de juntar a família e os amigos, como os costumes nunca se perdem alguns trazem chouriças, outros pão e outros vinho e às vezes ficam até de manhã, sendo por hábito o café da manhã ser feito e servido ali.

As fogueiras de Natal, ou “murras” [gigantesco canhoto de carvalho, castanho ou negrilho, que arde noite fora no largo principal de algumas das aldeias mais puras do Nordeste, representa a coesão de uma comunidade rural, que festeja na rua o verdadeiro sentido do Natal] em algumas localidades do interior transmontano, e ainda representam para muitos a coesão dos habitantes, crianças, jovens, adultos e idosos convivem pela noite dentro e fazem apenas um intervalo para a Missa do Galo à meia-noite.

Numa região onde a população está cada vez mais envelhecida, já houve mesmo paroquias que resolveram antecipar a missa do Galo e fazê-la no dia 23 durante o dia, como aconteceu em 2008, no 25 há missa de Natal seguida de mais uma reunião da família,o almoço que volta a juntar toda a gente na mesma mesa, é fruto da mistura de costumes em algumas casas que não dispensam o perú na mesa, no entanto, nas famílias mais tradicionais ainda se continua a comer a típica “roupa-velha”, uma espécie de mistura de todas as sobras do jantar do dia 24, o famoso cabrito assado transmontano é também frequentemente servido como refeição neste dia, em algumas casas.

Em resumo mais ou menos frio, mais ou menos tradicional, o facto é que a época natalícia continua a encher as Cidades, Aldeias e Vilas desertificadas do interior transmontano que durante o resto do ano se encontram praticamente desertas, alguns matam e trazem saudades, alegria e cor ao interior de Trás-os-Montes, os que cá ficam vão continuar a preparar tudo para acolher nestas e noutras épocas os que decidiram um dia sair à procurar de melhores condições de vida.

Autor: Cidadão do Mundo



TRANSMONTANOS DURIENSES - JORGE LUÍS BORGES

Nasceu em Buenos Aires em 24.08.1899. Faleceu em 1406/1986, de cancro hepático, em Genebra.

Deixou uma obra vastíssima e marcante. Chegou já a ser considerado o melhor escritor mundial da sua época. Porque o invocamos aqui? É porque ele era de origem portuguesa e transmontano pelo lado do bisavô. E fazia grande questão disso.
O caderno DNA (1998), dedicou-lhe uma série de páginas, assinadas por Eduardo Pita, Tiago Rodrigues e outros e, precisamente este último, em artigo intitulado do "O Bisavô Português, escreveu no lead: «José Luís Borges sempre se orgulhou das suas raízes portuguesas e interessou se muito pelos antepassados quando visitou o nosso país, em 1921 e em 1984. Sabia se que seu avô, Francisco Borges, saiu um dia de Torre de Moncorvo, com destino ao Rio da Prata. Em Trás-os-Montes, procurámos o rasto do homem que deu ao grande escritor o seu apelido". No corpo do texto reafirma se "Regressa a Portugal em 1984. Declara que essa visita é também uma homenagem ao seu bisavô português, Francisco Borges. Nessa ocasião, afirma saber que Torre de Moncorvo era a terra natal desse antepassado. Em Lisboa, numa visita ao Grémio Literário, encontra se com representantes da autarquia de Moncorvo que o declaram cidadão honório da pequena vila do nordeste transmontano. Borges quis saber coisas sobre essa terra do bisavô Francisco, da qual já ouvira falar, mas nunca chegou a visitá la". Pelo seu interesse transcrevemos todo o texto de Tiago Rodrigues: Rondaria os vinte e dois dias quando visitou Portugal. Em 1921, Jorge Luís Borges findava uma estadia de três anos em Espanha com a família. Conhecera Valle Inclán, lera Unamuno e vertera poetas germânicos para castelhano. É então que chega ao nosso país com o propósito de encontrar esses seus "mayores", a "vaga gente" do seu sangue. Cinquenta anos mais tarde, contará numa entrevista como tentou auscultar o paradeiro da família do seu bisavô português: "Quando consultámos a lista telefónica, havia tantos Borges que era como se não existisse nenhum. Tinha cinco páginas de parentes. O infinito e o zero assemelham se. Não podia telefonar a cinco páginas de pessoas e perguntar: "Digame uma coisa: na sua família houve um capitão chamado Borges, que embarcou para o Brasil em fins do século XVIII ou princípios do XIX?..." No entanto, descobri com tristeza que um inimigo de Camões se chamava Borges e tiveram um duelo». Por essa altura (1984) algumas redacções enviam jornalistas para a vila. É descoberta uma família Borges, ao que parece antiga, numa aldeia do concelho. Felgueiras, terra de famílias judaicas e de apicultores, parecia ser o ponto de partida desse homem que viajou até à América do Sul para oferecer outro sotaque ao seu apelido. Apesar da precaridade das provas, a tal família é apresentada como a raiz portuguesa do grande escritor argentino. Mas essa hipótese, essa pista genealógica, está condenada a cair por terra, uma vez que dos Borges de Felgueiras só há registo a partir do final do século XIX. As origens transmontanas do homem que escreveu "O Aleph" são, obviamente, muito mais remotas. A Biblioteca Municipal de Moncorvo seria local inevitável a ser visitado por Jorge Luís Borges, numa hipotética estadia na terra dos seus antepassados. Quem conseguisse esse roteiro imaginário, acabaria por encontrar António Júlio Andrade, bibliotecário e director do jornal "Terra Quente". Homem que se ocupa dos arquivos, ele tem procurado Francisco Borges em todo o tipo de registos e correspondências. Alguns dos documentos que descobriu são inéditos e permitem uma indicação mais precisa da sua origem. Que pode muito bem estar no Morgadio do Mindel, o mais antigo que há conhecimento na comarca de Moncorvo, pertencente a uma outra família Borges muito anterior à de Felgueiras. Esta família possuía, além de algumas casas na vila (agora já desaparecidas), uma quinta na Vilariça os campos mais férteis do concelho e todo o território da aldeia de Peredo dos Castelhanos.
O argentino D. Luís Guillermo de Torre, parente de Jorge Luís Borges e membro da Comissão Heráldica da Argentina, forneceu dados biográficos fundamentais sobre Francisco Borges. "Terá sido baptizado numa das paróquias de Moncorvo, talvez em 1782. Era filho de Manuel António Cardoso e de Maria Antónia. Ignora se o apelido da mãe, que se supõe ser Borges. Chegou ao Rio da Prata em 1817, na expedição do general Lecor. Casou em Montevideu, em 3 de Fevereiro de 1829, com a argentina Carmen Lafinur". Deste casal nasceu o avô paterno Francisco Borges Lafnur, que se casaria com a inglesa Frances Haslam Arner. Este avô é evocado em 1969, no poema "Alusão à morte do coronel Francisco Borges (1833/74)". Guillermo de Torre também aponta a data de morte. "Morreu em Montevideu em 1837, com 55 anos. Daí a data apontada para o seu nascimento". Estes são dados porventura recolhidos junto da família.
Quanto aos que referem Torre de Moncorvo como sua terra natal, apoiam-se provavelmente em recordações do que Francisco Borges teria eventualmente contado. Talvez seja também esta, de resto, a justificação para o facto de Jorge Luís Borges mencionar Moncorvo, quando nos visitou em 1984. Tudo indica, portanto, que Francisco Borges pertencesse aos tais Borges do Morgadio do Mindel. Família ainda mais portentosa porque dela fazia parte Frei Miguel da Madre de Deus, um homem que chegou a ser arcebispo de Braga. No seu tempo, esteve sempre nas boas graças do Príncipe Regente, hoje, ensombra a sacristia da Igreja matriz de Moncorvo. É por este ilustre antepassado que é possível encontrar uma árvores genealógica dos Borges. Isto porque a Igreja investigava a carga genética dos seus bispos, buscando qualquer rasto de sangue judeu até à sétima geração. Guillermo Torre afirma que o pai de Francisco Borges se chamava Cardoso, um nome judeu. Talvez esse nome como era comum acontecer fosse revertido para um nome mais cristão, como Cruz, apelido bem usual entre os Antónios da família Borges de Moncorvo. A possível alteração dos nomes de origem judaica torna muito difícil descobrir a filiação de Francisco Borges na árvore genealógica de Frei Miguel, mas há vários casais cujos primeiros nomes e datas de nascimento coincidem com os que poderiam ser os dos seus pais. Se procurarmos o próprio Francisco Borges, encontramos três homens, nascidos à volta de 1870, com esse nome. Todos eles irmãos e sobrinhos de Frei Miguel. Um deles até nascido em 1782, data apontada para o nascimento do bisavô português de Jorge Luís Borges. Só que este foi cavaleiro fidalgo e vereador da Câmara de Moncorvo numa data posterior à da partida da armada do general Lecor para o Rio da Prata. As coincidências levam a acreditar que, investigando mais a fundo, encontraríamos Francisco Borges nesta família de Torre de Moncorvo. Entretanto, existe pelo menos uma prova irrefutável de que ele nasceu nesta vila, o registo dos homens que, com a Sétima Companhia de Fuzileiros, embarcaram em 1821 para o Rio da Prata. Este documento, do Arquivo Histórico Militar, revela que dois homens com o nome de Francisco Borges partiram nessa armada do General Lecor. Ambos tinha nascido na comarca de Moncorvo. Um era alferes e outro tenente. Mas nenhum outro dado nos permite apontar se algum deles era o futuro bisavô do homem que escreveu "O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam".

Em Torre de Moncorvo, o escritor dá hoje o nome a uma avenida moderna. A Av. Jorge Luís Borges, de bom asfalto, onde fica o terminal das carreiras. Lugar de chegada e partida, lugar onde se cruzam pessoas e mercadorias. Mesmo ao alto da avenida, está uma fonte antiga, que se chama de Santo António, da qual se diz que quem beba aquela água há de casar em Moncorvo. Esquivo também antes da morte, o bisavô Francisco foi casar à Argentina.


FONTE[DOUROPRESS]




Borges é o último gigante literário de que se pode falar

Borges filho de Moncorvo

O escritor José Saramago defendeu em 14-12-2008 que Jorge Luís Borges é \"o último gigante literário\" de que se pode falar, considerando que \"há mundos que existem a partir do momento em que ele os criou\".
Saramago falava na inauguração do Memorial ao escritor argentino, da autoria de Federico Brook, no jardim do Arco do Cego, a poucos metros da residência do Nobel português e da embaixada argentina.
Por isso, disse, por morar perto \"talvez virá\" com a sua mulher, Pilar del Río, ao jardim, sentar-se num banco e \"para estar ao pé dele\".
Saramago salientou que Borges é um \"grande escritor e humanista\" que \"descobriu a literatura virtual\".
Um conceito que reconheceu ser-lhe difícil de explicar mas que se aplica à prosa e poesia na medida em \"há mundos que existem a partir do momento em que Borges o criou\".
Antes, a viúva de Borges, Maria Kodama, que se referiu a Saramago e à sua mulher como «anjos providenciais», recordara que Borges considerava que a palavra «saudade» lhe estava no sangue, apesar de não ter um conhecimento claro da sua família portuguesa que seria originária de Torre de Moncorvo (Trás-os-Montes).
\"Pouco se sabe da família Borges\" que serão de Trás-os-Montes, concordou Saramago, rematando: \"parece que a família existiu para produzir este José Luís Borges e depois não deixou rasto\".
Presente na cerimónia, o embaixador argentino, Jorge Faurie, considerou que o memorial \"será um marco das relações históricas entre Portugal e a Argentina\".
É \"um elo palpável entre Portugal e Argentina\", acrescentou, recordando que as relações entre os dois povos existem \"desde o tempo das descobertas\", de que deu como exemplo a exploração portuguesa da região de La Plata.

FONTE[DIÁRIODETRÁSOSMONTES]


O RELÓGIO DO SOL


“À descoberta de Mós – terra de pedra”
O convite surgiu.
De quem?
Do amigo Ilídio.
Não evitei.
Mós?!
Nem sabia onde ficava.
A que distrito pertencia.
Qual o Concelho?
E o caminho para lá?
Que grande dificuldade!
O dia da partida surgiu:
Barreiro – Mós.
A grande aventura ia começar.
A recepção è maravilhosa.
Os habitantes simpáticos.
A imagem surpreendente.
A aldeia uma “delícia”.
Apreciadora da natureza, do património histórico / cultural e amante da fotografia, parte pelas ruas de Mós… à descoberta.
Andei, subi, desci, olhei para cima, para baixo, para todos os lados e… de repente, entre tantas supresas, eis que surge “um relógio de sol”, bem lá no alto de uma casa.
São as fotografias que vão ser colocadas no blog da Vila antiga de Mós.
Espero que gostem.
Foram quatro dias inesquecíveis.
Fiquei fã e amiga da vossa terra que tanto amam.
Voltarei!
Prometo que sim.
Até breve.

Bem-hajam
Maria João Quaresma
Barreiro, 12 de Outubro de 2008.


AUTOR:- MARIA JOÃO QUARESMA





MARCAS DO TEMPO

Pormenor


AUTOR:-AGONCALVES
Mós, 27 de Julho de 2008.



portão, numa casa abandonada, junto ao pelourinho.




LOCALIZAÇÃO CONCELHO/FREGUESIAS


O concelho de Torre de Moncorvo é constituído por 17 freguesias, que com as respectivas anexas totalizam 39 povoações: Açoreira (Sequeiros), Adeganha (Estevais, Junqueira, Nozelos, Póvoa), Cabeça Boa (Cabanas de Baixo, Cabanas de Cima, Cabeça de Mouro e Foz do Sabor), Cardanha, Carviçais (Macieirinha, Martim Tirado, Quinta da Estrada, Quinta das Pereiras, Quinta das Peladinhas e Quinta da Nogueirinha), Castedo, Felgar (Carvalhal), Felgueiras (Quinta do Corisco), Horta da Vilariça (Vide), Larinho, Lousa, Maçores, Mós (Quintas das Centeeiras, Quinta da Ordeira), Peredo dos Castelhanos, Souto da Velha, Torre de Moncorvo (Rego da Barca), Urros.


Torre de Moncorvo é um concelho da margem direita do Rio Douro, situado a Sul do Distrito de Bragança e enquadrado na subregião do Douro Superior. É uma terra do Norte de Portugal, separada da Beira Alta e pelo Douro, a Vila foi edificada no sopé da Serra do Reboredo que a protege. Moncorvo faz fronteira com o concelho de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Rio Douro, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, ficando cerca de 100 quilómetros da Capital de Distrito Bragança.
Concelho integrado na zona de Trás os Montes e Alto Douro, e fazendo parte da região da Terra Quente Transmontana. Contudo, fica já na sub região designada por Douro Superior.
A actual sede de concelho nasceu e desenvolveu se devido a factores de ordem climática, de insalubridade e de defesa militar. Com efeito, o concelho tem as suas origens no concelho medieval de Santa Cruz da Vilariça, na margem esquerda da Ribeira da Vilariça, numa elevação de cerca de 240 metros sobranceira a essa Ribeira e ao rio Sabor, virada para nascente. Com as invasões árabes e os ataques de autêntica barbárie ali praticados, devido a uma melhor situação defensiva que era necessário ter, aquele local é abandonado no século Xlll e transferida a sede de concelho para o sopé da Serra do Reboredo onde hoje se situa.
O povo diz que foi uma praga de formigas e os incomodativos mosquitos dos charcos de verão da Vilariça que provocavam febres e sezões, a causa do abandono do local de Santa Cruz (ver Lenda de Moncorvo na parte final deste trabalho). D. Dinis dá Foral a Moncorvo em 1285, dota a de Castelo e muralhas e cria uma feira anual para que durasse um mês sendo das maiores de Trás os Montes. D. Manuel em 1512 confere lhe outro. Moncorvo transforma se, no Antigo Regime, numa Comarca de extensão considerável e das mais importantes na região norte.
Em 1821 a Comarca de Moncorvo tinha ainda Vinte Vilas das 26 que já tivera, e, em 1822, nas eleições dos deputados às Cortes, Moncorvo foi uma das 26 divisões eleitorais de Portugal. É ao longo do século XIX que a constituição administrativa do concelho se edifica com o número de freguesias que hoje tem. Em 1802 tinha 13 freguesias. Em 1836 o concelho de Mós é extinto e, juntamente com Carviçais passa para Moncorvo. Com a Reforma de 1853 o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto e as povoações de Castedo e Lousa são integradas no de Moncorvo. Só a partir dos iras do século XIX é que fica a ser constituída pelas 17 freguesias que hoje mantém, com as suas anexas, como foi o caso de Vide vinda de Vila Flor e integrada na freguesia de Horta da Vilariça, ou de Junqueira, Estevais e Nozelos vindas de Alfândega da Fé e integradas na Adeganha, e ainda Cabeça de Mouro deixa de ser freguesia e fica anexa à Cabeça Boa.


ÁREA GEOGRÁGICA

O território do Concelho de TORRE DE MONCORVO tem uma área de cerca de 533,77 quilómetros quadrados e abrange zonas de planície fluvial, como o Vale da Vilariça atravessado pela Ribeira da Vilariça e na parte sul pelo Rio Sabor; zonas planálticas como a do Castedo/Lousa, o Planalto de Carviçais, o Planalto da Cardanha, o de Urros, e zonas montanhosas como a Serra do Reboredo que atinge mais de 850 metros, e ainda as Serras de Adeganha, Lousa, Felgueiras, Monte da Mua (Felgar).
As freguesias cuja extensão geográfica apresenta maiores valores são, Carviçais (64,19 km2), Mós (58,69), Urros (57,43), Adeganha (48,96).
Entre as de menor extensão estão, Souto da Velha (12,38 km2), Horta da Vilariça (14,58), Cardanha (15,51), Maçores (16,4), Castedo (17,79) e Peredo dos Castelhanos (17,83).

Tem vários Cursos de água, destacando se a Ribeira da Vilariça e o Rio Sabor que se espraia no Douro na Foz do Sabor, zona piscatória tradicional e porto fluvial doutras épocas que servia para cargas e descargas de mercadorias da região ou para seu abastecimento usando o Douro como via de comunicação, particularmente o Vinho do Porto. O rio Douro é igualmente um curso de água importante para o concelho, dado que banha as freguesias de Peredo dos Castelhanos, Urros, Açoreira, Moncorvo, Cabeça Boa e Lousa, servindo também para dar gosto especial a outras culturas, como é o caso do vinho que, em certos locais chega a atingir mais de 16 graus de álcool. Os seus vales e encostas estão bem arborizados, e são atravessados por ribeiras e ribeiros que os vão tornando férteis. 0 Douro atravessa o sul do concelho em considerável extensão, na maioria da qual entre curvas e vales profundos constituídos por íngremes e rochosas encostas de montanhas elevadas. Como o Monte Meão (margem esquerda) e a Fraga ou Castelejo (margem Direita), que, logo a seguir à Foz do Sabor apertam o rio onde sempre se tornou difícil navegar, até ao Saião, onde se alarga um pouco mais para dar lugar a veigas de Vinho do Porto. O seu clima divide se em 2 micro climas com as zonas mais próximas do Douro e as do Vale da Vilariça e rio Sabor a atingirem temperaturas elevadíssimas no Verão (superiores a 40°), e as zonas das Serras, mais altas, a apresentarem temperaturas inferiores a zero graus durante o inverno, os contrastes do terreno, sendo grande parte deles, até meio das encostas da Vilariça e Douro, essencialmente xistosos, enquanto que nas partes mais altas dá lugar a abundante granito, puro e rijo.


ECONOMIA/ARTESANATO

Sempre foi tradicionalmente rural e agrícola, actividade ligada à pecuária e pastorícia, com a silvicultura e apicultura serve de base à economia local, em grande parte de subsistência. A época das fábricas de seda, da Cordoaria, da exploração do ferro, volfrâmio e outros minerais já fica esquecida no tempo. A azeitona e o fino azeite que produz, o bom vinho maduro, mas também o generoso e a geropiga, a amêndoa, são produtos que geram muita riqueza para as suas gentes. Mas também havia grandes quantidades de figos, de nozes, de castanhas. Frutas diversas das quais se destaca o melão e a melancia da Vilariça, as pêras e maçãs, o pêssego e a laranja, hortaliças diversas, couve, feijão, alface, pimentos, pepinos, cebolas, etc., mais a batata, o grão-de-bico e o tremoço são também produzidos nos seus terrenos.
A pecuária é igualmente ainda usada para enriquecimento económico, em particular o gado ovino, caprino e bovino, com algumas explorações interessantes na zona de Carvalhal, Vale da Vilariça, entre outras, mas a economia de Moncorvo teve também um bom atractivo, as suas feiras a 8 e 23 de cada mês, muito concorridas e tradicionais, que ajudavam a dar vida a um comércio urbano da vila, muito interessante e típico, as pessoas das aldeias e quintas demandavam a Vila nesses dias para fazerem os seus negócios, mas também para se abastecerem de produtos que nas suas terras não havia, e aproveitavam para tratar dos assuntos burocráticos e administrativos.

A riqueza natural e histórica do concelho de Moncorvo é ampliada e fortalecida pelo seu artesanato e pela gastronomia peculiar que encerra. Os Tapetes de Urros, ou do Castedo, os Cestos em Vime de Carviçais, as canastras e cestas de madeira de Castanho da Lousa, são peças interessantes e que se tornam úteis quando ainda são postos à venda para os serviços das pessoas. Os púcaros de barro do Felgar, os Cortiços em cortiça, a latoaria, sapateiros e albardeiros artesanais, bem como os mini canivetes de Castedo.

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