FREGUESIA DE MÓS - ANTIGA VILA MEDIEVAL - [NO INTERIOR TRANSMONTANO - VISITE]

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Mós -  Antiga Vila Medieval

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Podia ser Vale de Ferreiros

Chuva, se não contínua, da que dá ainda sinal nos regatos, agueiras e por todo o lado ribeiros as mais das vezes secos noutros anos, mesmo nesta época, chuva marca este início de ano de 2010 por todo o país e nesta região também, associando-se sinteticamente um belo nevão em dez do corrente Janeiro (antecedido de outro em Dezembro e de outro em nove de Janeiro de 2009) que vai quase pelas costas.

Foram anos de fome quanto a água reposta agora na natureza em geral. Estiagens prolongadas. Barragens à míngua. Porém, tudo hoje transborda e corre se não logo para o mar pelo menos dos pontos mais altos para os mais baixos.

O que faz a natureza, essencialmente, porém, são as gentes, a maneira de estar e de agir, estragando o mínimo e construindo o que for possível, abrindo caminhos, quando não consertando-os, que de uma antiga vila (ainda o era há menos de duzentos anos) algo de mais-que-aldeia se pode esperar, já que lhe está inscrito se não nos genes pelo menos no arquétipo de superfície (cala-te boca, não vás ao século XV, a um qualquer couto de homiziados, levantar lebres totalmente desaparecidas de cena).

Caça grossa, mais que a antiga perdiz (diferente da moderna), o coelho, os pássaros de ratoeira ou de lousão. As searas escasseiam e, quando as há, são as mais das vezes a fingir, só para a caça ir andando por ali. Estevas. Arçãs. Carquejas. Giestas (as amarelas vieram de fora e ladeiam predominantemente as estradas, em Maio estão floridas, logo ali nos Barreirinhos e no caminho agora asfaltado que conduz à barragem de Vale de Ferreiros).

Vem aí a rebentação da natureza que se sente apenas por inteiro nos locais em que a ruralidade ainda abunda ou em algum recanto urbanizado que isso teve em conta. É de aproveitar. Cuidado com os tractores fora de zonas planas.

Há plantio a pegar de estaca, outro a podar / limpar, que, volta-se a referir, a natureza humanizada é melhor e mais alegre (menos trágica) que a pura selva. Clareiras. Depois mais monte. Caminhos aceitáveis. Uma ou outra manilha que ajude a vencer obstáculos. Merendas. Água no garrafão quiçá vinho na garrafa ou na bota de esguicho. Cuidado com os poços fundos, que por vezes se mudam com as intempéries. E nada de provincianismo ou admiração descontextualizada, precipitada, patética.

Somos o que somos. Somos como somos. Para que havemos de ser de outra maneira mais fraca e com menos provas dadas? Nem muito hospitaleiros, generosos ou mãos largas nem muito forretas, sovinas ou avaros, não se vá alguém de fora aproveitar.

Que à força física se junte a força mental bem orientada, mantendo o que for interessante manter e sem estrebuchar para além do espaço e do tempo que nos for dado ocupar em cada instante de vozearia ou de silêncio. Virá a sombra, o sol. Desde logo pela Primavera virão dias bons. E o calor excessivo não se foi de todo embora. O vento que quase sempre desagrada, ainda que plante pinheirais ao acaso (a semente de pinho tem asas naturais e já não se vende, só em saquinhos de viveiro nascida ou certificada na Europa central para os revendedores nacionais se encontra). A força mental também é dada de certo modo ao arvoredo à solta, ladeando casas, palheiros, cemitério, igreja, algumas capelas instaladas e bairros novos de gente bem remediada que não pára quieta e ainda bem que assim é.

Há árvores que são muito velhas, não há nada a fazer quanto a isso, paciência, muitas acabaram, outras estão a acabar, ainda que uma ou outra asneira tivesse sido, em torno delas, à sombra delas cometida. O progresso existe, falta dar-lhe mais alma, aqui e ali, convergindo mais que divergindo, sem ir ao fundo, sem andar à to(n)a. Já houve cinco fornos (já para não referir os de cal ou de telha) e cinco médicos por perto, sapateiro, ferreiro, moleiro, albardeiro, já para não referir os ambulantes e os sazonais, alguns pernoitando fora da casa principal e nisso tendo gosto sem ofender terceiros.

Hoje, pouca gente se lembra que o nome da nossa terra tem que ver com moinhos. Podia ter sido Vale de Ferreiros.

Está tudo quase a morrer, casas quase todo o ano sem ninguém a não ser espectros (nas que estão fechadas), algumas bem bonitas, com razoável comodidade e conforto e sem perigos estranhos à vista. Ainda não, por favor. Mas como? Os jovens andam nas grandes superfícies e outros anseiam por andar por lá.
Pode ser que alguns caçadores cultos nos ajudem a fixar um pouco mais (de gente) por aqui, quem sabe. Ou então projectos radicais com tento, a inventar.

1 comentários:

Anónimo,  05/02/2010, 21:45:00  

A imaginação não será fértil para alguns, geração de políticos agastados e perguiçosos, imaginar um roteiro parece tarefa difícil.

François

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