CURIOSIDADES




Hábitos e tradições transmontanas no dia vinte e quatro à tarde começam a descascar as batatas e a arranjar as couves para o jantar. Na boa mesa transmontana não pode faltar polvo, couve, e bacalhau. No que respeita às sobremesas as filhós, os milhos e as rabanadas continuam a ocupar o topo das preferências e tradições.
Em quase todas as casas transmontanas o jantar começa cedo porque as gentes transmontanas não têm o hábito de jantar tarde como os citadinos, à mesa reúne-se quase a família da habitação e poucos são aqueles que ainda cumprem a tradição de abrir as prendas à meia-noite, perdeu-se na história a tradição que mesmo sendo crianças ainda acreditam na vinda do Pai Natal.
Depois do jantar e das prendas distribuídas e abertas normalmente junto à lareira que pelo menos nessa noite se acende na maioria das casas, por vezes segue-se a saída, para a praça da Aldeia, Vila ou Cidade, este ano com a neve mas apesar disso já não neva como antigamente, o frio continua a marcar presença assídua na noite de Natal e ainda há locais onde se fazem grandes fogueiras onde se aquece a população durante toda a noite.
A tradicional fogueira do Galo, continua a tirar as famílias de casa, que apesar da desertificação ainda são muitos novos e alguns de idade avançada, pois é costume dizer-se que Trás-os-Montes tem uma população envelhecida, as chamas vindas de grandes troncos arranjados nos dias e na noite que antecedem o Natal aquecem dezenas de pessoas que se juntam ao seu redor enquanto a missa do galo não começa, mas é uma forma de juntar a família e os amigos, como os costumes nunca se perdem alguns trazem chouriças, outros pão e outros vinho e às vezes ficam até de manhã, sendo por hábito o café da manhã ser feito e servido ali.
As fogueiras de Natal, ou “murras” [gigantesco canhoto de carvalho, castanho ou negrilho, que arde noite fora no largo principal de algumas das aldeias mais puras do Nordeste, representa a coesão de uma comunidade rural, que festeja na rua o verdadeiro sentido do Natal] em algumas localidades do interior transmontano, e ainda representam para muitos a coesão dos habitantes, crianças, jovens, adultos e idosos convivem pela noite dentro e fazem apenas um intervalo para a Missa do Galo à meia-noite.
Numa região onde a população está cada vez mais envelhecida, já houve mesmo paroquias que resolveram antecipar a missa do Galo e fazê-la no dia 23 durante o dia, como aconteceu em 2008, no 25 há missa de Natal seguida de mais uma reunião da família,o almoço que volta a juntar toda a gente na mesma mesa, é fruto da mistura de costumes em algumas casas que não dispensam o perú na mesa, no entanto, nas famílias mais tradicionais ainda se continua a comer a típica “roupa-velha”, uma espécie de mistura de todas as sobras do jantar do dia 24, o famoso cabrito assado transmontano é também frequentemente servido como refeição neste dia, em algumas casas.
Em resumo mais ou menos frio, mais ou menos tradicional, o facto é que a época natalícia continua a encher as Cidades, Aldeias e Vilas desertificadas do interior transmontano que durante o resto do ano se encontram praticamente desertas, alguns matam e trazem saudades, alegria e cor ao interior de Trás-os-Montes, os que cá ficam vão continuar a preparar tudo para acolher nestas e noutras épocas os que decidiram um dia sair à procurar de melhores condições de vida.
Saramago falava na inauguração do Memorial ao escritor argentino, da autoria de Federico Brook, no jardim do Arco do Cego, a poucos metros da residência do Nobel português e da embaixada argentina.
Por isso, disse, por morar perto \"talvez virá\" com a sua mulher, Pilar del Río, ao jardim, sentar-se num banco e \"para estar ao pé dele\".
Saramago salientou que Borges é um \"grande escritor e humanista\" que \"descobriu a literatura virtual\".
Um conceito que reconheceu ser-lhe difícil de explicar mas que se aplica à prosa e poesia na medida em \"há mundos que existem a partir do momento em que Borges o criou\".
Antes, a viúva de Borges, Maria Kodama, que se referiu a Saramago e à sua mulher como «anjos providenciais», recordara que Borges considerava que a palavra «saudade» lhe estava no sangue, apesar de não ter um conhecimento claro da sua família portuguesa que seria originária de Torre de Moncorvo (Trás-os-Montes).
\"Pouco se sabe da família Borges\" que serão de Trás-os-Montes, concordou Saramago, rematando: \"parece que a família existiu para produzir este José Luís Borges e depois não deixou rasto\".
Presente na cerimónia, o embaixador argentino, Jorge Faurie, considerou que o memorial \"será um marco das relações históricas entre Portugal e a Argentina\".
É \"um elo palpável entre Portugal e Argentina\", acrescentou, recordando que as relações entre os dois povos existem \"desde o tempo das descobertas\", de que deu como exemplo a exploração portuguesa da região de La Plata.
“À descoberta de Mós – terra de pedra”
O convite surgiu.
De quem?
Do amigo Ilídio.
Não evitei.
Mós?!
Nem sabia onde ficava.
A que distrito pertencia.
Qual o Concelho?
E o caminho para lá?
Que grande dificuldade!
O dia da partida surgiu:
Barreiro – Mós.
A grande aventura ia começar.
A recepção è maravilhosa.
Os habitantes simpáticos.
A imagem surpreendente.
A aldeia uma “delícia”.
Apreciadora da natureza, do património histórico / cultural e amante da fotografia, parte pelas ruas de Mós… à descoberta.
Andei, subi, desci, olhei para cima, para baixo, para todos os lados e… de repente, entre tantas supresas, eis que surge “um relógio de sol”, bem lá no alto de uma casa.
São as fotografias que vão ser colocadas no blog da Vila antiga de Mós.
Espero que gostem.
Foram quatro dias inesquecíveis.
Fiquei fã e amiga da vossa terra que tanto amam.
Voltarei!
Prometo que sim.
Até breve.
Bem-hajam
Maria João Quaresma
Barreiro, 12 de Outubro de 2008.
AUTOR:- MARIA JOÃO QUARESMA
O concelho de Torre de Moncorvo é constituído por 17 freguesias, que com as respectivas anexas totalizam 39 povoações: Açoreira (Sequeiros), Adeganha (Estevais, Junqueira, Nozelos, Póvoa), Cabeça Boa (Cabanas de Baixo, Cabanas de Cima, Cabeça de Mouro e Foz do Sabor), Cardanha, Carviçais (Macieirinha, Martim Tirado, Quinta da Estrada, Quinta das Pereiras, Quinta das Peladinhas e Quinta da Nogueirinha), Castedo, Felgar (Carvalhal), Felgueiras (Quinta do Corisco), Horta da Vilariça (Vide), Larinho, Lousa, Maçores, Mós (Quintas das Centeeiras, Quinta da Ordeira), Peredo dos Castelhanos, Souto da Velha, Torre de Moncorvo (Rego da Barca), Urros.
Torre de Moncorvo é um concelho da margem direita do Rio Douro, situado a Sul do Distrito de Bragança e enquadrado na subregião do Douro Superior. É uma terra do Norte de Portugal, separada da Beira Alta e pelo Douro, a Vila foi edificada no sopé da Serra do Reboredo que a protege. Moncorvo faz fronteira com o concelho de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Rio Douro, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, ficando cerca de 100 quilómetros da Capital de Distrito Bragança.
Concelho integrado na zona de Trás os Montes e Alto Douro, e fazendo parte da região da Terra Quente Transmontana. Contudo, fica já na sub região designada por Douro Superior.
A actual sede de concelho nasceu e desenvolveu se devido a factores de ordem climática, de insalubridade e de defesa militar. Com efeito, o concelho tem as suas origens no concelho medieval de Santa Cruz da Vilariça, na margem esquerda da Ribeira da Vilariça, numa elevação de cerca de 240 metros sobranceira a essa Ribeira e ao rio Sabor, virada para nascente. Com as invasões árabes e os ataques de autêntica barbárie ali praticados, devido a uma melhor situação defensiva que era necessário ter, aquele local é abandonado no século Xlll e transferida a sede de concelho para o sopé da Serra do Reboredo onde hoje se situa.
O povo diz que foi uma praga de formigas e os incomodativos mosquitos dos charcos de verão da Vilariça que provocavam febres e sezões, a causa do abandono do local de Santa Cruz (ver Lenda de Moncorvo na parte final deste trabalho). D. Dinis dá Foral a Moncorvo em 1285, dota a de Castelo e muralhas e cria uma feira anual para que durasse um mês sendo das maiores de Trás os Montes. D. Manuel em 1512 confere lhe outro. Moncorvo transforma se, no Antigo Regime, numa Comarca de extensão considerável e das mais importantes na região norte.
Em 1821 a Comarca de Moncorvo tinha ainda Vinte Vilas das 26 que já tivera, e, em 1822, nas eleições dos deputados às Cortes, Moncorvo foi uma das 26 divisões eleitorais de Portugal. É ao longo do século XIX que a constituição administrativa do concelho se edifica com o número de freguesias que hoje tem. Em 1802 tinha 13 freguesias. Em 1836 o concelho de Mós é extinto e, juntamente com Carviçais passa para Moncorvo. Com a Reforma de 1853 o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto e as povoações de Castedo e Lousa são integradas no de Moncorvo. Só a partir dos iras do século XIX é que fica a ser constituída pelas 17 freguesias que hoje mantém, com as suas anexas, como foi o caso de Vide vinda de Vila Flor e integrada na freguesia de Horta da Vilariça, ou de Junqueira, Estevais e Nozelos vindas de Alfândega da Fé e integradas na Adeganha, e ainda Cabeça de Mouro deixa de ser freguesia e fica anexa à Cabeça Boa.
As freguesias cuja extensão geográfica apresenta maiores valores são, Carviçais (64,19 km2), Mós (58,69), Urros (57,43), Adeganha (48,96).
Entre as de menor extensão estão, Souto da Velha (12,38 km2), Horta da Vilariça (14,58), Cardanha (15,51), Maçores (16,4), Castedo (17,79) e Peredo dos Castelhanos (17,83).
Tem vários Cursos de água, destacando se a Ribeira da Vilariça e o Rio Sabor que se espraia no Douro na Foz do Sabor, zona piscatória tradicional e porto fluvial doutras épocas que servia para cargas e descargas de mercadorias da região ou para seu abastecimento usando o Douro como via de comunicação, particularmente o Vinho do Porto. O rio Douro é igualmente um curso de água importante para o concelho, dado que banha as freguesias de Peredo dos Castelhanos, Urros, Açoreira, Moncorvo, Cabeça Boa e Lousa, servindo também para dar gosto especial a outras culturas, como é o caso do vinho que, em certos locais chega a atingir mais de 16 graus de álcool. Os seus vales e encostas estão bem arborizados, e são atravessados por ribeiras e ribeiros que os vão tornando férteis. 0 Douro atravessa o sul do concelho em considerável extensão, na maioria da qual entre curvas e vales profundos constituídos por íngremes e rochosas encostas de montanhas elevadas. Como o Monte Meão (margem esquerda) e a Fraga ou Castelejo (margem Direita), que, logo a seguir à Foz do Sabor apertam o rio onde sempre se tornou difícil navegar, até ao Saião, onde se alarga um pouco mais para dar lugar a veigas de Vinho do Porto. O seu clima divide se em 2 micro climas com as zonas mais próximas do Douro e as do Vale da Vilariça e rio Sabor a atingirem temperaturas elevadíssimas no Verão (superiores a 40°), e as zonas das Serras, mais altas, a apresentarem temperaturas inferiores a zero graus durante o inverno, os contrastes do terreno, sendo grande parte deles, até meio das encostas da Vilariça e Douro, essencialmente xistosos, enquanto que nas partes mais altas dá lugar a abundante granito, puro e rijo.
A pecuária é igualmente ainda usada para enriquecimento económico, em particular o gado ovino, caprino e bovino, com algumas explorações interessantes na zona de Carvalhal, Vale da Vilariça, entre outras, mas a economia de Moncorvo teve também um bom atractivo, as suas feiras a 8 e 23 de cada mês, muito concorridas e tradicionais, que ajudavam a dar vida a um comércio urbano da vila, muito interessante e típico, as pessoas das aldeias e quintas demandavam a Vila nesses dias para fazerem os seus negócios, mas também para se abastecerem de produtos que nas suas terras não havia, e aproveitavam para tratar dos assuntos burocráticos e administrativos.
A riqueza natural e histórica do concelho de Moncorvo é ampliada e fortalecida pelo seu artesanato e pela gastronomia peculiar que encerra. Os Tapetes de Urros, ou do Castedo, os Cestos em Vime de Carviçais, as canastras e cestas de madeira de Castanho da Lousa, são peças interessantes e que se tornam úteis quando ainda são postos à venda para os serviços das pessoas. Os púcaros de barro do Felgar, os Cortiços em cortiça, a latoaria, sapateiros e albardeiros artesanais, bem como os mini canivetes de Castedo.











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