FREGUESIA DE MÓS - ANTIGA VILA MEDIEVAL - [NO INTERIOR TRANSMONTANO - VISITE]

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Mós -  Antiga Vila Medieval

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CURIOSIDADES

Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho - Linha do Sabor

A Linha do Sabor demorou mais de trinta anos a concluir. Ligação ferroviária de via estreita, Pocinho - Miranda do Douro (Duas Igrejas), a 11 kms de Torre de Moncorvo e a 12 Kms de Vila Nova de Foz Côa, impressionante estrutura rodo-ferroviária, está desde o ano de 1988 encerrada a qualquer tráfego.








FEIRA DA CAÇA EM MACEDO DE CAVALEIROS DE 29 DE JANEIRO A 01 DE FEVEREIRO DE 2009



FONTE[FEIRA DA CAÇA - FEIRA DO TURISMO]



MÓS ANTIGA VILA MEDIEVAL A REVATILIZAÇÃO

O passado histórico de Mós mantém-se,sendo rico o seu património vai-se perdendo, à semelhança do que acontece noutras localidades, acontece porém que compete aos autarcas de cada Freguesia,Vila e Cidade criar incentivos através de roteiros turísticos, de modo a dinamizar as localidades dando a conhecer o vasto património e vestígios históricos, como já acontece noutras terras deste país “ ALGARVE – ALENTEJO” a criação de percursos pedestres, aproveitando locais outrora de interesse económico para as populações seria de realçar para poder dinamizar e trazer mais vida a estes locais perdidos e por vezes esquecidos.

Como roteiro de inicío, Ferraria da Chapa Cunha apesar de actualmente se encontrar em ruínas, mas como antiga fábrica de ferro, aproveitando o seu passado histórico como primeira ferraria da região ou, mesmo da Península Ibérica,o Castelo em ruínas,Igreja de Santa Maria,Capelas de Santo António – Santa Barbara – Santo Cristo, Fonte Românica, Fonte do Cano, e com bastante interesse de divulgação a Calçada de Mós e os percursos adjacentes à mesma “No passado rede viária de Vila Velha de Santa Cruz com cerca de 700 metros de comprimento“, realçando também as antigas minas do ferronho entre outros locais esquecidos que poderemos descobrir, neste combate da desertificação.

Autor:Cidadão do Mundo
TRADIÇÕES - PROCURE PRESERVÁ-LAS


TRANSMONTANOS ÉPOCA DE NATAL

Em Trás-os-Montes o Natal é diferente do que no restante pais. Prova disso é a quantidade de migrantes e emigrantes que invadiram as estradas portuguesas rumo ao interior transmontano na quadra natalícia.

Hábitos e tradições transmontanas no dia vinte e quatro à tarde começam a descascar as batatas e a arranjar as couves para o jantar. Na boa mesa transmontana não pode faltar polvo, couve, e bacalhau. No que respeita às sobremesas as filhós, os milhos e as rabanadas continuam a ocupar o topo das preferências e tradições.

Em quase todas as casas transmontanas o jantar começa cedo porque as gentes transmontanas não têm o hábito de jantar tarde como os citadinos, à mesa reúne-se quase a família da habitação e poucos são aqueles que ainda cumprem a tradição de abrir as prendas à meia-noite, perdeu-se na história a tradição que mesmo sendo crianças ainda acreditam na vinda do Pai Natal.

Depois do jantar e das prendas distribuídas e abertas normalmente junto à lareira que pelo menos nessa noite se acende na maioria das casas, por vezes segue-se a saída, para a praça da Aldeia, Vila ou Cidade, este ano com a neve mas apesar disso já não neva como antigamente, o frio continua a marcar presença assídua na noite de Natal e ainda há locais onde se fazem grandes fogueiras onde se aquece a população durante toda a noite.

A tradicional fogueira do Galo, continua a tirar as famílias de casa, que apesar da desertificação ainda são muitos novos e alguns de idade avançada, pois é costume dizer-se que Trás-os-Montes tem uma população envelhecida, as chamas vindas de grandes troncos arranjados nos dias e na noite que antecedem o Natal aquecem dezenas de pessoas que se juntam ao seu redor enquanto a missa do galo não começa, mas é uma forma de juntar a família e os amigos, como os costumes nunca se perdem alguns trazem chouriças, outros pão e outros vinho e às vezes ficam até de manhã, sendo por hábito o café da manhã ser feito e servido ali.

As fogueiras de Natal, ou “murras” [gigantesco canhoto de carvalho, castanho ou negrilho, que arde noite fora no largo principal de algumas das aldeias mais puras do Nordeste, representa a coesão de uma comunidade rural, que festeja na rua o verdadeiro sentido do Natal] em algumas localidades do interior transmontano, e ainda representam para muitos a coesão dos habitantes, crianças, jovens, adultos e idosos convivem pela noite dentro e fazem apenas um intervalo para a Missa do Galo à meia-noite.

Numa região onde a população está cada vez mais envelhecida, já houve mesmo paroquias que resolveram antecipar a missa do Galo e fazê-la no dia 23 durante o dia, como aconteceu em 2008, no 25 há missa de Natal seguida de mais uma reunião da família,o almoço que volta a juntar toda a gente na mesma mesa, é fruto da mistura de costumes em algumas casas que não dispensam o perú na mesa, no entanto, nas famílias mais tradicionais ainda se continua a comer a típica “roupa-velha”, uma espécie de mistura de todas as sobras do jantar do dia 24, o famoso cabrito assado transmontano é também frequentemente servido como refeição neste dia, em algumas casas.

Em resumo mais ou menos frio, mais ou menos tradicional, o facto é que a época natalícia continua a encher as Cidades, Aldeias e Vilas desertificadas do interior transmontano que durante o resto do ano se encontram praticamente desertas, alguns matam e trazem saudades, alegria e cor ao interior de Trás-os-Montes, os que cá ficam vão continuar a preparar tudo para acolher nestas e noutras épocas os que decidiram um dia sair à procurar de melhores condições de vida.

Autor: Cidadão do Mundo



TRANSMONTANOS DURIENSES - JORGE LUÍS BORGES

Nasceu em Buenos Aires em 24.08.1899. Faleceu em 1406/1986, de cancro hepático, em Genebra.

Deixou uma obra vastíssima e marcante. Chegou já a ser considerado o melhor escritor mundial da sua época. Porque o invocamos aqui? É porque ele era de origem portuguesa e transmontano pelo lado do bisavô. E fazia grande questão disso.
O caderno DNA (1998), dedicou-lhe uma série de páginas, assinadas por Eduardo Pita, Tiago Rodrigues e outros e, precisamente este último, em artigo intitulado do "O Bisavô Português, escreveu no lead: «José Luís Borges sempre se orgulhou das suas raízes portuguesas e interessou se muito pelos antepassados quando visitou o nosso país, em 1921 e em 1984. Sabia se que seu avô, Francisco Borges, saiu um dia de Torre de Moncorvo, com destino ao Rio da Prata. Em Trás-os-Montes, procurámos o rasto do homem que deu ao grande escritor o seu apelido". No corpo do texto reafirma se "Regressa a Portugal em 1984. Declara que essa visita é também uma homenagem ao seu bisavô português, Francisco Borges. Nessa ocasião, afirma saber que Torre de Moncorvo era a terra natal desse antepassado. Em Lisboa, numa visita ao Grémio Literário, encontra se com representantes da autarquia de Moncorvo que o declaram cidadão honório da pequena vila do nordeste transmontano. Borges quis saber coisas sobre essa terra do bisavô Francisco, da qual já ouvira falar, mas nunca chegou a visitá la". Pelo seu interesse transcrevemos todo o texto de Tiago Rodrigues: Rondaria os vinte e dois dias quando visitou Portugal. Em 1921, Jorge Luís Borges findava uma estadia de três anos em Espanha com a família. Conhecera Valle Inclán, lera Unamuno e vertera poetas germânicos para castelhano. É então que chega ao nosso país com o propósito de encontrar esses seus "mayores", a "vaga gente" do seu sangue. Cinquenta anos mais tarde, contará numa entrevista como tentou auscultar o paradeiro da família do seu bisavô português: "Quando consultámos a lista telefónica, havia tantos Borges que era como se não existisse nenhum. Tinha cinco páginas de parentes. O infinito e o zero assemelham se. Não podia telefonar a cinco páginas de pessoas e perguntar: "Digame uma coisa: na sua família houve um capitão chamado Borges, que embarcou para o Brasil em fins do século XVIII ou princípios do XIX?..." No entanto, descobri com tristeza que um inimigo de Camões se chamava Borges e tiveram um duelo». Por essa altura (1984) algumas redacções enviam jornalistas para a vila. É descoberta uma família Borges, ao que parece antiga, numa aldeia do concelho. Felgueiras, terra de famílias judaicas e de apicultores, parecia ser o ponto de partida desse homem que viajou até à América do Sul para oferecer outro sotaque ao seu apelido. Apesar da precaridade das provas, a tal família é apresentada como a raiz portuguesa do grande escritor argentino. Mas essa hipótese, essa pista genealógica, está condenada a cair por terra, uma vez que dos Borges de Felgueiras só há registo a partir do final do século XIX. As origens transmontanas do homem que escreveu "O Aleph" são, obviamente, muito mais remotas. A Biblioteca Municipal de Moncorvo seria local inevitável a ser visitado por Jorge Luís Borges, numa hipotética estadia na terra dos seus antepassados. Quem conseguisse esse roteiro imaginário, acabaria por encontrar António Júlio Andrade, bibliotecário e director do jornal "Terra Quente". Homem que se ocupa dos arquivos, ele tem procurado Francisco Borges em todo o tipo de registos e correspondências. Alguns dos documentos que descobriu são inéditos e permitem uma indicação mais precisa da sua origem. Que pode muito bem estar no Morgadio do Mindel, o mais antigo que há conhecimento na comarca de Moncorvo, pertencente a uma outra família Borges muito anterior à de Felgueiras. Esta família possuía, além de algumas casas na vila (agora já desaparecidas), uma quinta na Vilariça os campos mais férteis do concelho e todo o território da aldeia de Peredo dos Castelhanos.
O argentino D. Luís Guillermo de Torre, parente de Jorge Luís Borges e membro da Comissão Heráldica da Argentina, forneceu dados biográficos fundamentais sobre Francisco Borges. "Terá sido baptizado numa das paróquias de Moncorvo, talvez em 1782. Era filho de Manuel António Cardoso e de Maria Antónia. Ignora se o apelido da mãe, que se supõe ser Borges. Chegou ao Rio da Prata em 1817, na expedição do general Lecor. Casou em Montevideu, em 3 de Fevereiro de 1829, com a argentina Carmen Lafinur". Deste casal nasceu o avô paterno Francisco Borges Lafnur, que se casaria com a inglesa Frances Haslam Arner. Este avô é evocado em 1969, no poema "Alusão à morte do coronel Francisco Borges (1833/74)". Guillermo de Torre também aponta a data de morte. "Morreu em Montevideu em 1837, com 55 anos. Daí a data apontada para o seu nascimento". Estes são dados porventura recolhidos junto da família.
Quanto aos que referem Torre de Moncorvo como sua terra natal, apoiam-se provavelmente em recordações do que Francisco Borges teria eventualmente contado. Talvez seja também esta, de resto, a justificação para o facto de Jorge Luís Borges mencionar Moncorvo, quando nos visitou em 1984. Tudo indica, portanto, que Francisco Borges pertencesse aos tais Borges do Morgadio do Mindel. Família ainda mais portentosa porque dela fazia parte Frei Miguel da Madre de Deus, um homem que chegou a ser arcebispo de Braga. No seu tempo, esteve sempre nas boas graças do Príncipe Regente, hoje, ensombra a sacristia da Igreja matriz de Moncorvo. É por este ilustre antepassado que é possível encontrar uma árvores genealógica dos Borges. Isto porque a Igreja investigava a carga genética dos seus bispos, buscando qualquer rasto de sangue judeu até à sétima geração. Guillermo Torre afirma que o pai de Francisco Borges se chamava Cardoso, um nome judeu. Talvez esse nome como era comum acontecer fosse revertido para um nome mais cristão, como Cruz, apelido bem usual entre os Antónios da família Borges de Moncorvo. A possível alteração dos nomes de origem judaica torna muito difícil descobrir a filiação de Francisco Borges na árvore genealógica de Frei Miguel, mas há vários casais cujos primeiros nomes e datas de nascimento coincidem com os que poderiam ser os dos seus pais. Se procurarmos o próprio Francisco Borges, encontramos três homens, nascidos à volta de 1870, com esse nome. Todos eles irmãos e sobrinhos de Frei Miguel. Um deles até nascido em 1782, data apontada para o nascimento do bisavô português de Jorge Luís Borges. Só que este foi cavaleiro fidalgo e vereador da Câmara de Moncorvo numa data posterior à da partida da armada do general Lecor para o Rio da Prata. As coincidências levam a acreditar que, investigando mais a fundo, encontraríamos Francisco Borges nesta família de Torre de Moncorvo. Entretanto, existe pelo menos uma prova irrefutável de que ele nasceu nesta vila, o registo dos homens que, com a Sétima Companhia de Fuzileiros, embarcaram em 1821 para o Rio da Prata. Este documento, do Arquivo Histórico Militar, revela que dois homens com o nome de Francisco Borges partiram nessa armada do General Lecor. Ambos tinha nascido na comarca de Moncorvo. Um era alferes e outro tenente. Mas nenhum outro dado nos permite apontar se algum deles era o futuro bisavô do homem que escreveu "O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam".

Em Torre de Moncorvo, o escritor dá hoje o nome a uma avenida moderna. A Av. Jorge Luís Borges, de bom asfalto, onde fica o terminal das carreiras. Lugar de chegada e partida, lugar onde se cruzam pessoas e mercadorias. Mesmo ao alto da avenida, está uma fonte antiga, que se chama de Santo António, da qual se diz que quem beba aquela água há de casar em Moncorvo. Esquivo também antes da morte, o bisavô Francisco foi casar à Argentina.


FONTE[DOUROPRESS]




Borges é o último gigante literário de que se pode falar

Borges filho de Moncorvo

O escritor José Saramago defendeu em 14-12-2008 que Jorge Luís Borges é \"o último gigante literário\" de que se pode falar, considerando que \"há mundos que existem a partir do momento em que ele os criou\".
Saramago falava na inauguração do Memorial ao escritor argentino, da autoria de Federico Brook, no jardim do Arco do Cego, a poucos metros da residência do Nobel português e da embaixada argentina.
Por isso, disse, por morar perto \"talvez virá\" com a sua mulher, Pilar del Río, ao jardim, sentar-se num banco e \"para estar ao pé dele\".
Saramago salientou que Borges é um \"grande escritor e humanista\" que \"descobriu a literatura virtual\".
Um conceito que reconheceu ser-lhe difícil de explicar mas que se aplica à prosa e poesia na medida em \"há mundos que existem a partir do momento em que Borges o criou\".
Antes, a viúva de Borges, Maria Kodama, que se referiu a Saramago e à sua mulher como «anjos providenciais», recordara que Borges considerava que a palavra «saudade» lhe estava no sangue, apesar de não ter um conhecimento claro da sua família portuguesa que seria originária de Torre de Moncorvo (Trás-os-Montes).
\"Pouco se sabe da família Borges\" que serão de Trás-os-Montes, concordou Saramago, rematando: \"parece que a família existiu para produzir este José Luís Borges e depois não deixou rasto\".
Presente na cerimónia, o embaixador argentino, Jorge Faurie, considerou que o memorial \"será um marco das relações históricas entre Portugal e a Argentina\".
É \"um elo palpável entre Portugal e Argentina\", acrescentou, recordando que as relações entre os dois povos existem \"desde o tempo das descobertas\", de que deu como exemplo a exploração portuguesa da região de La Plata.

FONTE[DIÁRIODETRÁSOSMONTES]


O RELÓGIO DO SOL


“À descoberta de Mós – terra de pedra”
O convite surgiu.
De quem?
Do amigo Ilídio.
Não evitei.
Mós?!
Nem sabia onde ficava.
A que distrito pertencia.
Qual o Concelho?
E o caminho para lá?
Que grande dificuldade!
O dia da partida surgiu:
Barreiro – Mós.
A grande aventura ia começar.
A recepção è maravilhosa.
Os habitantes simpáticos.
A imagem surpreendente.
A aldeia uma “delícia”.
Apreciadora da natureza, do património histórico / cultural e amante da fotografia, parte pelas ruas de Mós… à descoberta.
Andei, subi, desci, olhei para cima, para baixo, para todos os lados e… de repente, entre tantas supresas, eis que surge “um relógio de sol”, bem lá no alto de uma casa.
São as fotografias que vão ser colocadas no blog da Vila antiga de Mós.
Espero que gostem.
Foram quatro dias inesquecíveis.
Fiquei fã e amiga da vossa terra que tanto amam.
Voltarei!
Prometo que sim.
Até breve.

Bem-hajam
Maria João Quaresma
Barreiro, 12 de Outubro de 2008.


AUTOR:- MARIA JOÃO QUARESMA





MARCAS DO TEMPO

Pormenor


AUTOR:-AGONCALVES
Mós, 27 de Julho de 2008.



portão, numa casa abandonada, junto ao pelourinho.




LOCALIZAÇÃO CONCELHO/FREGUESIAS


O concelho de Torre de Moncorvo é constituído por 17 freguesias, que com as respectivas anexas totalizam 39 povoações: Açoreira (Sequeiros), Adeganha (Estevais, Junqueira, Nozelos, Póvoa), Cabeça Boa (Cabanas de Baixo, Cabanas de Cima, Cabeça de Mouro e Foz do Sabor), Cardanha, Carviçais (Macieirinha, Martim Tirado, Quinta da Estrada, Quinta das Pereiras, Quinta das Peladinhas e Quinta da Nogueirinha), Castedo, Felgar (Carvalhal), Felgueiras (Quinta do Corisco), Horta da Vilariça (Vide), Larinho, Lousa, Maçores, Mós (Quintas das Centeeiras, Quinta da Ordeira), Peredo dos Castelhanos, Souto da Velha, Torre de Moncorvo (Rego da Barca), Urros.


Torre de Moncorvo é um concelho da margem direita do Rio Douro, situado a Sul do Distrito de Bragança e enquadrado na subregião do Douro Superior. É uma terra do Norte de Portugal, separada da Beira Alta e pelo Douro, a Vila foi edificada no sopé da Serra do Reboredo que a protege. Moncorvo faz fronteira com o concelho de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Rio Douro, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, ficando cerca de 100 quilómetros da Capital de Distrito Bragança.
Concelho integrado na zona de Trás os Montes e Alto Douro, e fazendo parte da região da Terra Quente Transmontana. Contudo, fica já na sub região designada por Douro Superior.
A actual sede de concelho nasceu e desenvolveu se devido a factores de ordem climática, de insalubridade e de defesa militar. Com efeito, o concelho tem as suas origens no concelho medieval de Santa Cruz da Vilariça, na margem esquerda da Ribeira da Vilariça, numa elevação de cerca de 240 metros sobranceira a essa Ribeira e ao rio Sabor, virada para nascente. Com as invasões árabes e os ataques de autêntica barbárie ali praticados, devido a uma melhor situação defensiva que era necessário ter, aquele local é abandonado no século Xlll e transferida a sede de concelho para o sopé da Serra do Reboredo onde hoje se situa.
O povo diz que foi uma praga de formigas e os incomodativos mosquitos dos charcos de verão da Vilariça que provocavam febres e sezões, a causa do abandono do local de Santa Cruz (ver Lenda de Moncorvo na parte final deste trabalho). D. Dinis dá Foral a Moncorvo em 1285, dota a de Castelo e muralhas e cria uma feira anual para que durasse um mês sendo das maiores de Trás os Montes. D. Manuel em 1512 confere lhe outro. Moncorvo transforma se, no Antigo Regime, numa Comarca de extensão considerável e das mais importantes na região norte.
Em 1821 a Comarca de Moncorvo tinha ainda Vinte Vilas das 26 que já tivera, e, em 1822, nas eleições dos deputados às Cortes, Moncorvo foi uma das 26 divisões eleitorais de Portugal. É ao longo do século XIX que a constituição administrativa do concelho se edifica com o número de freguesias que hoje tem. Em 1802 tinha 13 freguesias. Em 1836 o concelho de Mós é extinto e, juntamente com Carviçais passa para Moncorvo. Com a Reforma de 1853 o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto e as povoações de Castedo e Lousa são integradas no de Moncorvo. Só a partir dos iras do século XIX é que fica a ser constituída pelas 17 freguesias que hoje mantém, com as suas anexas, como foi o caso de Vide vinda de Vila Flor e integrada na freguesia de Horta da Vilariça, ou de Junqueira, Estevais e Nozelos vindas de Alfândega da Fé e integradas na Adeganha, e ainda Cabeça de Mouro deixa de ser freguesia e fica anexa à Cabeça Boa.


ÁREA GEOGRÁGICA

O território do Concelho de TORRE DE MONCORVO tem uma área de cerca de 533,77 quilómetros quadrados e abrange zonas de planície fluvial, como o Vale da Vilariça atravessado pela Ribeira da Vilariça e na parte sul pelo Rio Sabor; zonas planálticas como a do Castedo/Lousa, o Planalto de Carviçais, o Planalto da Cardanha, o de Urros, e zonas montanhosas como a Serra do Reboredo que atinge mais de 850 metros, e ainda as Serras de Adeganha, Lousa, Felgueiras, Monte da Mua (Felgar).
As freguesias cuja extensão geográfica apresenta maiores valores são, Carviçais (64,19 km2), Mós (58,69), Urros (57,43), Adeganha (48,96).
Entre as de menor extensão estão, Souto da Velha (12,38 km2), Horta da Vilariça (14,58), Cardanha (15,51), Maçores (16,4), Castedo (17,79) e Peredo dos Castelhanos (17,83).

Tem vários Cursos de água, destacando se a Ribeira da Vilariça e o Rio Sabor que se espraia no Douro na Foz do Sabor, zona piscatória tradicional e porto fluvial doutras épocas que servia para cargas e descargas de mercadorias da região ou para seu abastecimento usando o Douro como via de comunicação, particularmente o Vinho do Porto. O rio Douro é igualmente um curso de água importante para o concelho, dado que banha as freguesias de Peredo dos Castelhanos, Urros, Açoreira, Moncorvo, Cabeça Boa e Lousa, servindo também para dar gosto especial a outras culturas, como é o caso do vinho que, em certos locais chega a atingir mais de 16 graus de álcool. Os seus vales e encostas estão bem arborizados, e são atravessados por ribeiras e ribeiros que os vão tornando férteis. 0 Douro atravessa o sul do concelho em considerável extensão, na maioria da qual entre curvas e vales profundos constituídos por íngremes e rochosas encostas de montanhas elevadas. Como o Monte Meão (margem esquerda) e a Fraga ou Castelejo (margem Direita), que, logo a seguir à Foz do Sabor apertam o rio onde sempre se tornou difícil navegar, até ao Saião, onde se alarga um pouco mais para dar lugar a veigas de Vinho do Porto. O seu clima divide se em 2 micro climas com as zonas mais próximas do Douro e as do Vale da Vilariça e rio Sabor a atingirem temperaturas elevadíssimas no Verão (superiores a 40°), e as zonas das Serras, mais altas, a apresentarem temperaturas inferiores a zero graus durante o inverno, os contrastes do terreno, sendo grande parte deles, até meio das encostas da Vilariça e Douro, essencialmente xistosos, enquanto que nas partes mais altas dá lugar a abundante granito, puro e rijo.


ECONOMIA/ARTESANATO

Sempre foi tradicionalmente rural e agrícola, actividade ligada à pecuária e pastorícia, com a silvicultura e apicultura serve de base à economia local, em grande parte de subsistência. A época das fábricas de seda, da Cordoaria, da exploração do ferro, volfrâmio e outros minerais já fica esquecida no tempo. A azeitona e o fino azeite que produz, o bom vinho maduro, mas também o generoso e a geropiga, a amêndoa, são produtos que geram muita riqueza para as suas gentes. Mas também havia grandes quantidades de figos, de nozes, de castanhas. Frutas diversas das quais se destaca o melão e a melancia da Vilariça, as pêras e maçãs, o pêssego e a laranja, hortaliças diversas, couve, feijão, alface, pimentos, pepinos, cebolas, etc., mais a batata, o grão-de-bico e o tremoço são também produzidos nos seus terrenos.
A pecuária é igualmente ainda usada para enriquecimento económico, em particular o gado ovino, caprino e bovino, com algumas explorações interessantes na zona de Carvalhal, Vale da Vilariça, entre outras, mas a economia de Moncorvo teve também um bom atractivo, as suas feiras a 8 e 23 de cada mês, muito concorridas e tradicionais, que ajudavam a dar vida a um comércio urbano da vila, muito interessante e típico, as pessoas das aldeias e quintas demandavam a Vila nesses dias para fazerem os seus negócios, mas também para se abastecerem de produtos que nas suas terras não havia, e aproveitavam para tratar dos assuntos burocráticos e administrativos.

A riqueza natural e histórica do concelho de Moncorvo é ampliada e fortalecida pelo seu artesanato e pela gastronomia peculiar que encerra. Os Tapetes de Urros, ou do Castedo, os Cestos em Vime de Carviçais, as canastras e cestas de madeira de Castanho da Lousa, são peças interessantes e que se tornam úteis quando ainda são postos à venda para os serviços das pessoas. Os púcaros de barro do Felgar, os Cortiços em cortiça, a latoaria, sapateiros e albardeiros artesanais, bem como os mini canivetes de Castedo.

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